Cultura, Estarreja, Turismo

(Re)Descobrir Egas Moniz em Estarreja

Estarreja apresenta o programa “(Re)Descobrir Egas Moniz” no âmbito da candidatura “(Re)Vive & Fica”, um projeto de Programação Cultural em Rede em parceria com a SEMA – Associação Empresarial e com os Municípios de Albergaria-a-Velha, Estarreja, Murtosa, Sever do Vouga e Ovar.

Alicerçado no património imaterial destes 5 territórios, onde a obra literária de autores locais se apresenta como o fio condutor. Em Estarreja vamos “(Re)Descobrir Egas Moniz”, o nosso Prémio Nobel, através do fado, de apontamentos literários e da gastronomia, envolvendo agentes culturais e económicos locais.

A vereadora da cultura, Isabel Simões Pinto, explica que “este projeto de programação cultural em rede, liderado pela SEMA, é uma oportunidade para estimular os sentidos e a interpretação do legado do nosso Prémio Nobel Egas Moniz nas suas múltiplas vertentes: a literária, a política e a gastronómica.” E salienta que é o “património ímpar do neurocientista que pretendemos (re)descobrir e dar a conhecer através de ações culturais, que valorizam e capacitam o nosso tecido artístico, cultural e económico.”

Restaurantes locais com “ementas de Egas Moniz”

De 9 a 11 de julho, alguns restaurantes do concelho como o “Barracão”, o “Entre Tapas”, o “Huila”, o “Mercado”, o “O Portal”, o “Tropical” e o “Xixas”, convidam a comunidade a experimentar os sabores inspirados nos gostos de Egas Moniz. As ementas criadas pelo Chefe Ivo Loureiro, com base na pesquisa dos gostos gastronómicos do Prémio Nobel, darão lugar a uma ação de capacitação dos agentes económicos, num workshop orientado pelo chefe Marco Valente, dirigido aos restaurantes locais aderentes.

Ainda no decurso das refeições, atores da companhia de teatro “Kopinxas” farão uma leitura encenada de apontamentos literários, “Aromas e Sabores Encenados”, uma composição dramatúrgica livre, apoiada nas palavras de Egas Moniz e nas suas descobertas científicas, com o objetivo de realçar a importância da sua obra no tempo e no espaço. Este momento cruza a experiência gastronómica com o mapeamento das sensações de prazer no cérebro. A ação conta ainda com a colaboração do Teatro do Desassossego.

Visitas guiadas e encenadas à Casa Museu Egas Moniz

Com interpretação de Leandro Ribeiro, Clara Oliveira e Liliana Elsig, da Sol d’Alma – Associação de teatro, a Casa Museu promove as “Confidências de ACAFEM”, visitas encenadas a partir de uma carta anónima, relatando confidências de um tal de ACAFEM (António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz) dizendo-se saudoso pelos tempos de infância e enaltecendo Avanca, a sua terra natal. Para participar nos dias 9, 10, 11 e 14.

“Fados” cruzaram o destino e a vida de Egas Moniz

“Fado Cruzado” propõe um encontro de sons portugueses. Fados irmãos que o tempo afastou e que aqui se juntam como se dois destinos se cruzassem, para nunca mais serem os mesmos. Lisboa, Coimbra – Portugal. Em fado cruzado, poderá ouvir e sentir o som da alma de um povo que surpreendeu o mundo com a sua capacidade de descobrir novos caminhos. No dia 10, às 21h30, na Casa do Marinheiro, homenageamos a magia do fado e a saudade prolongada vividas em Coimbra e que acompanharam o neurocientista pela sua vida fora através da voz de Carolina Pessoa (Fado de Coimbra) e de João Farinha (Fado de Lisboa) acompanhados por Luís Barroso e Ricardo Siva, na guitarra portuguesa, e Luís Carlos Santos, na viola.

Refletir sobre Egas Moniz – um político na sombra de um neurocientista

No âmbito da comemoração do 53.º aniversário da Casa Museu, Maria de Lurdes de Breu, uma das primeiras mulheres a serem eleitas presidentes de câmara e esteve cerca de 20 anos à frente da autarquia de Estarreja, apresenta a reedição do livro “Egas Moniz – Perfil Político”, da autoria de António Macieira Coelho, sobrinho neto de Egas Moniz. No dia 14, às 18h, vamos refletir sobre a faceta política de Egas Moniz, que desempenhou com clareza e desassombro, onde o espírito de liberdade e patriotismo sempre estiveram presentes, nunca renunciando à sua convicção profunda e afincadamente democrática. Esta obra é mais um marco, um bocado de história, que fica contada e, como tal, mais um contributo para a perenidade desta figura emblemática da cultura portuguesa.

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