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175.º aniversário da Revolta da Maria da Fonte assinalado na Póvoa de Lanhoso

Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso assinala, durante o presente ano, o 175.º aniversário do início da Revolta da Maria da Fonte, que deu origem à Revolução do Minho.

“Somos uma terra com orgulho no nosso passado e na bravura das nossas gentes e a Maria da Fonte é um símbolo da Póvoa de Lanhoso. Cumprindo-se os 175 anos do começo da revolta, não podíamos deixar de assinalar esta data com um programa de qualidade, pela sua relevância e pelo contributo que representa para a nossa história e para a história do nosso país”, destaca o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva. “Ainda hoje é comum tocar-se o Hino da Maria da Fonte nos mais importantes eventos oficiais”.

Em 1846, é neste dia (23 de março) que se dá o enterramento tumultuoso de Custódia Teresa, primeiro ato de revolta da população contra o poder instituído. Em defesa das crenças e valores da comunidade, saíram as mulheres à rua, elevando a voz a um grito que se perpetuou pela liberdade.

Desta forma, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso preparou um programa comemorativo diversificado para assinalar este aniversário, com propostas que decorrerão até ao próximo mês de novembro. Da música ao teatro, da história à pintura, a Maria da Fonte será homenageada pela terra orgulhosa dos seus feitos que se perpetuam na identidade coletiva.

Programa diversificado e de qualidade.

O programa inicia no dia 25 de abril com a abertura da Cave Regional Maria da Fonte. No mesmo dia, a Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso apresenta o trabalho discográfico “Fénix – Filigrana sonora com registos em memória”.

No dia 7 de maio, abre a exposição “(Des)Obedecer”, de Patrícia Ferreira, que conduz o olhar e o pensamento para o dilema da Obediência/Desobediência, um tema absolutamente atual, através das mostras “33” e “Maria da Fonte”.

A 21 de maio arranca, o Ciclo de Conferências “Estórias do Minho – Narrativas no Feminino de uma Geografia Identitária”, que percorrerá os 24 municípios do Minho, pretendendo-se valorizar um olhar inovador sobre a herança cultural da região rememorada no feminino, enquanto sociedade de forte tradição matriarcal.

A 7 de junho, é inaugurada a exposição “As 7 Mulheres do Minho”, com curadoria de Helena Mendes Pereira. Numa referência clara à música que Zeca Afonso celebrizou, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Zet Gallery convidam sete mulheres artistas, de várias áreas plásticas, tecnológicas e concetuais.

No dia 16 de julho, são desvendadas as vencedoras do Prémio Maria da Fonte, iniciativa da Câmara Municipal, que visa distinguir/prestigiar sete personalidades povoenses, do sexo feminino, que pela sua relevância e trabalho desenvolvido, se destacam em várias áreas de atuação de foro local, nacional e internacional.

No dia 17 de julho, realiza-se a VI Mostra de Teatro – Somos Póvoa, Maria!, no âmbito das Oficinas de Teatro. Este ano, o resultado que será levado a palco terá como mote os feitos da heroína Maria da Fonte.

“Pelos Trilhos da Revolta” é como se designa a caminhada agendada para 31 de julho e 1 de agosto, através do percurso pedestre “Maria da Fonte”. Para além de outros aspetos, este caminho levará os pedestrianistas ao secular Carvalho de Calvos e ao Castelo de Lanhoso, importante baluarte da Fundação da Nacionalidade.

No dia 2 de agosto, é lançada a publicação “Maria da Fonte” 175 Anos (1846 – 2021) A realidade…muito para além da Póvoa de Lanhoso”, que atualiza não apenas o conhecimento existente sobre a revolução como os reflexos corporizados na heroína e que se prolongam até hoje. Originalmente publicados por Paulo Freitas no Jornal Maria da Fonte na passagem dos 170 Anos da Revolução, os 28 textos em formato de “folhetim” ganham suporte de conjunto.

No dia 24 de setembro, será apresentado o Projeto Cultura para Todos – A Maria da Fonte, sendo que a memória da heroína e das mulheres do Minho será materializada num suporte cinematográfico, sobre a sua história e tudo o que dela advém, fazendo com que o seu estoicismo seja apreendido, vivenciado e experienciado, como que numa viagem no tempo.

Marcado para 12 e 13 de novembro, o Theatro Concerto – Vir à Maria encerra da melhor forma este programa comemorativo.

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