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10º GarciCup em Estarreja marcante para 2000 atletas

“O torneio é divertido, podem continuar a fazer”. A recomendação do Pedro Jorge, atleta do clube de Pinhal de Frades, vencedor do escalão infantil no GarciCup 2019, é para levar (muito) a sério pela organização do evento. No final de 5 dias de competição, fairplay e muito convívio, a “Cidade do Andebol” despede-se, com sentimento de dever cumprido, dos 2000 atletas das 120 equipas que participaram nesta 10ª edição.

Com mais de 11000 minutos de andebol cronometrados nos 300 jogos disputados em 10 pavilhões de Estarreja e concelhos vizinhos, e incontáveis horas e momentos passados no Parque do Antuã, onde se concentrou o programa de animação com várias atividades e convívio, o GarciCup’19 não podia ter corrido melhor.

“É por demais positivo o balanço que se pode fazer deste GarciCup 2019. Pessoas muito satisfeitas com a organização, a parte dos jogos, a funzone, a diversão noturna… tudo correu dentro daquilo que era esperado”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina, durante a sessão de encerramento, na quarta-feira à tarde, garantindo que a autarquia vai “continuar a fazer deste o melhor torneio de andebol deste género do país”.

 

Dos atletas aos treinadores e pais que também marcaram presença, a opinião generalizada é muito boa e por isso todos querem regressar.

Da equipa de juvenis do Benfica, Tomás Fialho disse que este “foi um bom torneio, com boas equipas, boa competitividade e o convívio também foi muito bom”. A impressão que leva nesta sua primeira visita à cidade estarrejense não podia ser melhor e por isso pretende regressar em 2020. “É uma cidade bastante bonita, tem uma grande paisagem e uma população bastante carinhosa. Estou muito contente por ter vindo cá.”

Matilde Ferraz, iniciada do Maia Stars, já tinha vindo antes ao GarciCup e, mais uma vez, foi “divertido. Os jogos foram mais ativos e para o que nós trabalhamos. O torneio em si tem muitas atrações, a comida é ótima e tem lugares mesmo bons para dormir.” Além do que “jogar no Municipal de Estarreja nas finais, é sempre bom”, acrescentou a colega de equipa, Nádia Ribeiro, que orgulhosamente lembrou que o Maia Stars ficou em primeiro lugar nos escalões iniciados e juvenis femininos.

“Globalmente, muito positivo. É um dos melhores torneios do país e esperamos que continue assim. Se houver convite e interesse da parte da organização cá estaremos” no próximo ano, afirmou Vladimir Cveticanin, antigo internacional sérvio, que chegou ao andebol português em 1994. Para o agora treinador dos juvenis do Águas Santas, o objetivo para este “torneio de verão” era promover o “convívio, acabar a época e fazer a despedida dos atletas”. O lado competitivo não era prioritário, contudo “a vontade dos atletas” falou mais alto, apuraram-se para as finais e saíram vencedores.

“Estão de parabéns”, aplaude por sua vez José Araújo, pai de um atleta do Xico Andebol, que marcou presença com 4 equipas. “Globalmente correu bem, desde a parte de lazer e animação, transportes. É um torneio bastante competitivo e é sempre bom para algum convívio independentemente dos resultados. Vamos voltar de certeza.”

Competição de alto nível com as seleções nacionais

Rita Campos, jogadora da Seleção Nacional de Sub-17, foi uma das escolhidas de Ana Seabra para preparar o Europeu na Eslovénia e, como não podia deixar de ser, o balanço é “bastante positivo. O torneio é bastante bom para darmos o nosso melhor, trabalhar e corrigir os erros, para que possamos ter a melhor prestação no Europeu”. Para tal, fizeram treinos bi-diários, mas tentando “aproveitar o máximo” a animação proporcionada pelo torneio. “É o meu terceiro ano e se puder venho outra vez”, disse no final a jogadora.

Para Gonçalo Carvalho, presidente da Associação de Andebol de Aveiro, a maior prova de que tudo correu bem está no sorriso dos jovens participantes. “Tantas coisas a acontecer num só torneio, a seleção nacional a ganhar o 4Nations Cup, que torna o torneio cada vez mais importante e internacional” são aspetos referidos pelo responsável da modalidade. Por fim, agradeceu “ao Município e a todos colaboradores, que eu sei que foram muitos, para deixar os jovens felizes e irem contentes para casa com uma modalidade na cabeça, o andebol.”

Uma modalidade com uma história de peso em Estarreja, como fez ver o presidente da Câmara Municipal, e “isto reflete-se neste torneio” e no envolvimento dos atletas e clubes locais. Lembrou que o GarciCup é um “reflexo do empenho do Município, das associações ligadas ao desporto, e neste caso ao andebol, que fazem com que o culminar seja este, termos equipas de grande qualidade nacional a jogar no concelho”, referindo-se à Artística de Avanca que disputa a 1ª divisão nacional e o EAC – Estarreja Andebol Clube que subiu à 2ª Divisão e sagrou-se campeão da 3ª Divisão Nacional.

GarciCup’19 em números

2000 atletas

120 equipas

300 jogos

10 campos

52 árbitros

11000 minutos de andebol

9000 golos

13000 refeições

(700 refeições por hora no período de maior afluência)

5000 litros de água

250 viagens de autocarro

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