Cultura, Óbidos, Turismo

Semana Santa junta devoção, fé e cultura em Óbidos

A Semana Santa de Óbidos, um dos melhores cartazes da vila, decorre de 24 de Março a 1 de Abril. Todos os anos, as cerimónias religiosas e culturais atraem milhares de pessoas nesta época do ano à vila de Óbidos. Recorde-se que estas cerimónias são das mais antigas do País, tendo a procissão dos Passos mais de 400 anos de existência.

A Semana Santa é, por isso, o ponto alto do calendário litúrgico e cultural de Óbidos, sendo um acontecimento religioso importante para a comunidade local, assim como para os vários milhares de peregrinos e turistas que assistem às imponentes cerimónias. À semelhança de outros anos, terá diversos concertos de música clássica, essencialmente de teor religioso, entre outras atividades culturais.

No dia 23 de Março, sexta-feira, na Igreja de São Pedro, pelas 21 horas, haverá uma palestra, com o Padre Jorge Ferreira, sob o mote “Espiritualidade da Semana Santa”. Em Maio, dia 3, pelas 18 horas, inaugura a exposição “Do Povo ao Rei”, no Museu Paroquial de Óbidos.

No Domingo de Ramos, dia 25 de Março, num ambiente de oliveira, alecrim, rosmaninho e verdura pelo chão, tem lugar a majestosa Procissão do Senhor Jesus dos Passos, que percorre algumas ruas tortuosas, fora e dentro das muralhas de Óbidos, parando junto de pequenos evocativos aos Passos da Paixão, culminando na Igreja da Misericórdia, onde se encontra armado um Calvário, representando a Montanha de Palestina, nas proximidades de Jerusalém onde Jesus sofreu a crucificação.

Este cortejo é aberto por uma figura tradicional, o “Gafaú”, que caminha descalça, com a cabeça envolvida por um pano e transporta um instrumento musical, conhecido por “serpentão”. Esta figura representa o carrasco, que caminha à frente da procissão que acompanha o condenado anunciando à multidão que a aproximação do mesmo está para muito breve.

Na sexta-feira Santa, a comovente Procissão do Enterro do Senhor é realizada sem qualquer iluminação, a não ser os archotes que ardem nas mãos de jovens que se colocam em pontos-chave do percurso processional. Esta cerimónia não estando determinada pelas rubricas do Missal Romano, estabeleceu-se em Portugal pela devoção dos fiéis no século XV e princípios do século XVI. Como manifestação cultural, é considerada o ponto alto das solenidades.

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