Póvoa de Varzim, Sociedade

Município da Póvoa de Varzim vai atribuir Medalha de Reconhecimento Poveiro Grau Ouro à Marinha

Decorreu no Cemitério Municipal, a Cerimónia de Transladação dos restos mortais dos heróis poveiros Cego do Maio, Patrão Lagoa e Patrão Ladinho para o Jazigo Municipal.

A iniciativa, presidida pelo Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, realizou-se no âmbito das comemorações dos 200 anos do nascimento do Cego do Maio e assinala a maior tragédia marítima da Póvoa de Varzim, ocorrida em 27 de fevereiro de 1892.

A Marinha e Autoridade Marítima Nacional também prestaram a sua homenagem aos heróis poveiros, fazendo-se representar neste ato pelo Vice-Almirante Luís Carlos de Sousa Pereira, Diretor da Autoridade Marítima Nacional e Comandante-Geral da Polícia Marítima.

Recorde-se que a Marinha Portuguesa tem sido uma presença constante na Póvoa de Varzim: os 700 anos da Marinha foram assinalados na nossa cidade em maio de 2017 e, no âmbito das comemorações dos 200 anos do Cego do Maio, o Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, Almirante António Silva Ribeiro, tem participado nos eventos levados a cabo pelo Município. Neste sentido, o Presidente da Câmara anunciou, esta manhã, que no Dia da Cidade, a 16 de junho de 2018, vai atribuir a Medalha de Reconhecimento Poveiro Grau Ouro à Marinha Portuguesa.

Antes de iniciar o seu discurso, o Presidente fez questão de referir que a cerimónia hoje levada a cabo era a concretização de um desejo do poveiro José de Azevedo, recentemente distinguido pela Marinha.

Aires Pereira transmitiu que “no dia em se assinala a maior tragédia no nosso mar”, 126 anos depois, o Município cumpre “esta distinção intima, que remete para domínios cuja dimensão só é devidamente cultivada em ambientes de recolhimento e de silêncio, as linguagens que a saudade melhor conhece”.

O edil afirmou que “estes três heróis, cujos cadáveres foram então sepultados, por caridade e respeito, em jazigos de famílias amigas, que desde logo tiveram a noção da dívida de gratidão que a comunidade contraíra com a sua memória, juntam-se hoje a António Augusto da Rocha Peixoto (o naturalista, professor, etnólogo, antropólogo, escritor e jornalista que investigou as nossas origens e defendeu e promoveu o nosso património histórico e cultural) ”.

O autarca terminou reiterando que “o dia de hoje é simbolicamente muito importante, porque resgata e dignifica a nossa memória coletiva, um valor imaterial cada vez mais necessário para a identificação comunitária.

É que, com as trasladações dos restos mortais do Cego do Maio, do Patrão Lagoa e do Patrão Ladinho, convertemos em Memorial Municipal o local onde já repousa Rocha Peixoto assim perpetuando a presença daqueles que “por relevantes serviços à comunidade, se tornaram credores da gratidão e da admiração dos Poveiros”.

A cerimónia contou com a presença do Presidente da Assembleia Municipal, Afonso Pinhão Ferreira, Vice-Presidente da Câmara, Luís Diamantino, e ainda do Presidente da União de Freguesias Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai, Ricardo Silva.

As cerimónias religiosas contaram com a participação do Prior da Matriz, António Torres, e do Capelão Fernandes da Costa.

Veja a fotogaleria.

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