Marinha Grande, Sociedade

Pinhal do Rei é uma “referência nacional”

O processo de reflorestação do Pinhal do Rei, cujo projeto está já em curso, vai contar com o envolvimento da comunidade do concelho da Marinha Grande. A garantia foi assumida pela presidente da Câmara, pelo Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural e pela Secretária de Estado do Turismo, na tarde do dia 16 de novembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

A reunião entre os representantes das três entidades, que envolveu também o presidente e técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) foi convocada pela presidente da Câmara, Cidália Ferreira, com o intuito de dar a conhecer e debater o potencial turístico da Marinha Grande e a reorganização do Pinhal do Rei à luz da possibilidade de recuperação turística do património existente.

Cidália Ferreira explicou que pretende “articular tudo o que é necessário para, de uma forma consciente e científica, envolver a população no projeto de reflorestação, para melhor vivenciar a nossa mata”.

A intervenção dos dois governantes foi requerida pela presidente para dar conta das suas “preocupações com o Parque do Engenho para aí ser instalado o Museu Nacional da Floresta, com as casas das matas que podem ser utilizadas como unidades de alojamento turístico ou para instalação de serviços educativos, com os pontos de vigia” e outros como projetos ligados ao ecoturismo do Rio Lis, como ecopistas, reposição do percurso pedestre da Praia da Vieira, conclusão do estuarino, Centro de Interpretação Ambiental do Rio Lis, e a valorização da Arte Xávega.

A presidente Cidália Ferreira solicitou ainda articulação institucional e o cumprimento de prazos para as ações relacionadas com a reflorestação que se avizinham.

O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas, destacou que “o trabalho que temos vindo a desenvolver junto do Município é importante porque a ideia que temos sobre o projeto do Pinhal do Rei tem de ser percebido e vivenciado pelas populações”. Além disso pretende “mostrar que estas populações não estão sozinhas no sofrimento que têm relativamente à questão do incêndio que assolou este território e que destruiu o Pinhal”.

Miguel Freitas revelou-se preocupado com o “impacto psicológico que vamos ter nesta população, quando começarmos a cortar o pinhal”, pelo que “vamos construir um projeto com a população”.

A primeira iniciativa que carecerá do envolvimento da comunidade está previsto para dentro de duas semanas e consistirá na “estabilização de emergência, para corrigirmos o regime torrencial e não termos problemas nas linhas de água”.

Além disso, esta é a “oportunidade que temos de construir um projeto neste pinhal, que seja articulado com os vários ministérios, que seja florestal mas também social e que seja das pessoas”.

O Secretário de Estado recordou a necessidade imperiosa de programação de todas as ações, desde o plano de corte da madeira ardida, que se estima em cerca de um milhão de metros cúbicos, ao seu armazemamento e venda, daí que o Governo tenha definido o limite de quatro meses para a sua conclusão.

Miguel Freitas assumiu que “o Pinhal do Rei é uma marca importante para este território mas, acima de tudo, é uma referência nacional”.

A Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, informou que, “na sequência dos incêndios reforçámos um programa especial para as áreas ardidas, para dinamizar e olhar para o futuro e desenvolver projetos com foco no turismo”, cujo apoio pode ir até aos 400 mil euros por projeto.

Nesse sentido, deslocou-se à Marinha Grande para que, “num trabalho conjunto e articulado, identifiquemos quais são os projetos prioritários para intervir com o reforço deste programa” para a implementação de iniciativas que criem novidade, retomem projetos antigos e gerem novas formas de atração do território.

Ana Mendes Godinho afirmou que “a nossa preocupação tem sido procurar outro tipo de atrações como turismo de natureza e turismo cultural e aproveitar o património já existente transformando-o em ativo turístico em torno de produtos complementares”.

Após a reunião, os responsáveis visitaram as instalações do Parque do Engenho, que, há anos, é reclamado para sede do Museu Nacional da Floresta. A Secretária de Estado do Turismo disponibilizou-se para acompanhar o processo de definição do modelo de recuperação do Parque do Engenho, de forma a garantir a fruição pela população e pelos visitantes da Marinha Grande.

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