Cultura, Póvoa de Varzim

Município da Póvoa de Varzim assinala 200 anos do nascimento do Cego do Maio

Município assinala 200 anos do nascimento do Cego do Maio

ara assinalar 200 anos do nascimento do Cego do Maio (08/10/1817 – 13/11/1884), a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim irá levar a cabo diversas iniciativas.

No dia 7 de outubro, sábado, no Museu Municipal, às 15h00, irá realizar-se a abertura da exposição “Cego do Maio e a História Trágico-Marítima dos Poveiros” e a aposição do selo e do carimbo comemorativos. Nesta exposição destaca-se a figura e ação do herói poveiro José Rodrigues Maio, utilizando o espólio documental de Museu e Arquivo Municipal, bem como embarcações, peças e fotografias, renovando-se, também, a apresentação das artes de pesca. A mostra estará patente até outubro de 2018.

Às 16h00, terá início a conferência “Salvaguarda da Vida Humana no Mar” com a participação da Marinha Portuguesa, da Câmara Municipal, APMSHM – Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar e da PwC.

Para as 17h00, está prevista a apresentação da nova edição do livro Cego do Maio e o Marde Manuela Costa Ribeiro.

As proezas deste ilustre poveiro tornaram-se lendárias, tendo sido galardoado com a medalha de ouro da Real Sociedade Humanitária do Porto e com a mais alta condecoração do Estado, o Colar de Cavaleiro da Ordem de S. Tiago da Torre e Espada, colocadas pelo Rei D. Luís I, na presença da família real.

“Pescador sardinheiro, filho de pescadores, a viver em frente ao mar, observando e dialogando com ele o dia inteiro, José Rodrigues Maio, o “Tio Maio”, como era carinhosamente tratado na comunidade piscatória, conhecia-o como “a palma das suas mãos”. Um mar calmo e bonançoso e, ao mesmo tempo, perigoso e traiçoeiro para as frágeis embarcações de vela e remos que demandavam a praia da Póvoa.

Recordemos que no tempo do “Cego do Maio” não havia porto de abrigo nem embarcações salva-vidas.

Testemunha de um sem-número de naufrágios sentia a insegurança do homem do mar como ninguém. Profundamente humano, devoto fervoroso de Nossa Senhora da Assunção, confiando na sua destreza e destemor, ele era o primeiro a saltar para a água tentando salvar vidas em perigo. Para aquele pescador raçudo e possante, o salvamento era cumprimento de dever.

Na sua pequena catraia, o tio Maio, arriscando a sua vida e de seus filhos (que sempre o acompanharam), salvou cerca de 100 vidas. Salvamentos só pelo prazer de ser útil, desprezando agradecimentos e honrarias”.

In: AZEVEDO, José de – Cego do Maio: a lenda viva do pescador poveiro. Agenda. Póvoa de Varzim: Câmara Municipal. (Outubro 1996), p. 1-5.

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