Cultura, Évora

Exposição “Cantão e a Rota Marítima da Seda” apresenta em Évora peças com 2 mil anos de história

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O Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora, inaugura a 21 de setembro, pelas 19h, a exposição “Cantão e a Rota Marítima da Seda”, na qual podem ser apreciadas 30 peças do Museu de Guangzhou (Cantão), entre as quais se encontram porcelanas, cerâmicas, diversos objetos em vidro, moedas de prata e pinturas a óleo.

Esta mostra assume especial significado por se tratar da primeira vez que um museu chinês é autorizado a enviar para Portugal uma coleção de grande importância histórica, onde se incluem peças originais (algumas com mais de 2 mil anos), que ilustram as relações marítimas e comerciais de Cantão com a Europa e com Portugal.

A organização é partilhada pela Câmara Municipal de Évora, Museu de Guangzhou, Observatório da China e Direção Regional de Cultura do Alentejo com o apoio da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, Embaixada da China e Câmara Municipal de Lisboa. A exposição é acompanhada de um detalhado catálogo contendo textos de enquadramento das peças históricas em exibição e de um estudo sobre as Rotas da Seda (quer as terrestres quer a marítima) da autoria de Rui Lourido, um dos curadores portugueses. A iniciativa pretende também aprofundar o conhecimento da cultura e civilização chinesas.

Carlos Pinto de Sá, Presidente da Câmara Municipal, manifesta “orgulho” pelo facto de Évora receber “esta marcante exposição” que, além destas peças/documentos únicos, “propõe um percurso retrospetivo a um período histórico que mudou, para melhor, a vida da Humanidade. À data, a visão estratégica e a capacidade aventureira e improvisadora dos portugueses traçaram novos rumos, interligaram comunidades distantes no espaço mas, sobretudo, nos valores, e obrigaram mentes e sociedades fechadas a confrontarem‑se com a diferença e evoluírem civilizacionalmente”, assinala o autarca eborense.

“A Rota Marítima da Seda é a mais longa rota de comércio internacional e interliga a Ásia antiga, a Europa, a África e a América. O aparecimento desta Rota representa um marco na história da humanidade, não só pela intensificação da comunicação entre o Oriente e o Ocidente mas, também, pela abertura de novos horizontes para o progresso da civilização humana”, pode ler-se no prefácio do catálogo da exposição.

A Província de Cantão integra o Rio das Pérolas (Zhu Jiang), com sua foz a sul no mar da China e continuidade territorial a norte. O seu posicionamento geográfico e cultura marítima têm feito de Cantão um importante polo a Este na Rota Marítima da Seda. A exposição fica patente até 31 de dezembro e pode ser visitada de terça a domingo, entre as 09:30 e as 17:30. A entrada no museu custa 3€, sendo livre para residentes em Portugal aos domingos e feriados.

 

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