Celorico de Basto

Arciprestado de Celorico de Basto celebra centenário

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O Arciprestado de Celorico de Basto em parceria com o Município de Celorico de Basto promoveu uma cerimónia de homenagem aos sacerdotes que exercem a sua missão no arciprestado de Celorico de Basto desde o dia 25 de abril de 1916 até aos dias de hoje. A ação teve lugar no centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 21 de abril.

A evocação do centenário, aberta à comunidade, foi presidida pelo arcebispo primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, e centrou-se no lançamento de um livro designado “Arciprestado de Celorico de Basto” da autoria do historiador António Franklim Sampaio Neiva Soares, do padre Armandino Pires Lopes, e do arcipreste de Celorico de Basto, o padre Albano Costa. Ao mesmo tempo, foi reconhecida a vida e obra do ilustre Celoricense, o padre Joaquim José Alvares de Moura, numa homenagem póstuma a alguém que “soube servir a sociedade e a igreja”.

D. Jorge Ortiga congratulou-se com o sarau e “com a oportunidade de saborear realidades distintas mas ao mesmo tempo, idênticas. Tivemos a oportunidade de conhecer ainda melhor um ilustre desconhecido celoricense recordando pessoas que deram o melhor de si à igreja, com dedicação e empenho e, ao mesmo tempo, celebramos o centenário deste arciprestado. São 100 anos de um arciprestado que tem uma existência muito mais remota e passou por uma evolução muito grande, tendo, em tempos, uma importância mais administrativa e jurídica. Agora, o arciprestado tem uma importância diferente, procura a unidade entre as paróquias mantendo a sua identidade e com a arquidiocese. De facto, a dinâmica do arciprestado é diferente mas os objetivos são os mesmos servir, servir a comunidade. O arciprestado deve estar ao serviço dos irmãos que têm noção da sua fé” realçou o Arcebispo. Continuando que “não podemos ter medo da mudança, o arciprestado de 1916 é hoje uma organização diferente, a missão que Deus nos confiou reserva sempre muitas novidades”. D. Jorge Ortiga pediu aos presentes que lessem o livro, com noções novas e datas explicativas, com calma, “depois de ler vão reconhecer-se mais igreja”.

Também o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto deu os parabéns ao arciprestado pelos “100 anos ao serviço da comunidade, uma causa que não é só espiritual e religiosa mas também social, de muito acompanhamento e de muito apoio. Um trabalho feito por tantas pessoas que deram sempre o melhor de si” ressalvou o autarca. Joaquim Mota e Silva descreveu o livro apresentado como “um livro bem feito, uma memória da nossa história, do nosso passado, do trabalho desenvolvido pelos nossos párocos” e, reforçando a necessidade deste empenho quotidiano na vivência em comunidade, “continuem com o entusiasmo e a dedicação em nome de todos os valores referidos”. O autarca mostrou-se agradado pela justa homenagem feita ao ilustre Celoricense José Alvares de Moura, que “conhecemos e reconhecemos como alguém que fez muito pela nossa terra, um ser humano que fez um trabalho fantástico e difícil e que deu bons frutos à comunidade”.

A cerimónia da evocação do centenário foi dirigida pelo arcipreste de Celorico de Basto, padre Albano Costa, que agradeceu a toda a comunidade, em nome dos 7 párocos que integram o arciprestado de Celorico de Basto, porque “todos nos empenhamos dando e recebendo o melhor que sabemos, e agradecemos todo o apoio para o desenvolvimento desta obra, sem este apoio dificilmente teríamos concluído este trabalho”.

A obra foi apresentada pelo historiador Franklim Neiva Soares de forma concisa e breve despertando o gosto pela leitura da mesma.

Já a vida e obra do padre Joaquim José Alvares de Moura foi amplamente reavivada pelo padre José Maria Gomes Pereira, apresentado anteriormente pelo padre Provincial, José Alves, que disse a todos os presentes quem era este homem, que tão bem soube servir a sociedade e a igreja. Gomes Pereira afirmou convictamente que “era um missionário incansável que percorreu o norte do país, em mais de 250 missões, construiu dois colégios, fundou a confraria do Imaculado Coração de Maria de Sta. Quitéria, sabia falar aos corações recolhendo fundos pela sua forma de acolher boas vontades à volta de grandes causas. A arquidiocese de Braga sempre beneficiou do esplendor deste seu filho ilustre”.

A evocação do centenário contou com a presença da comunidade local, entidades políticas e religiosas, que se quiseram associar à celebração dos 100 anos do arciprestado de Celorico de Basto. A cerimónia foi abrilhantada pelo Coro Vicentino de Chaves.

 

 

 

 

 

 

 

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