Porto de Mós, Sociedade

Peça do Museu de Porto de Mós é parte integrante de estudo internacional

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Nos últimos anos, as colecções de dinossáurios do Jurássico Superior depositadas na Sociedade de História Natural (Torres Vedras), Museu Geológico (Lisboa), Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Lisboa), Museu Municipal de Porto de Mós (Porto de Mós) e Museu Municipal do Bombarral (Bombarral) têm sido alvo de um estudo detalhado por parte de uma equipe internacional de investigadores que conta com a participação de investigadores portugueses e espanhóis do Natural History Museum of Los Angeles County, Grupo de Biología Evolutiva UNED, Sociedade de História Natural, Instituto Don Luis, FCPT-Dinopolis e o Museu Nacional de Historia Natural e da Ciência. Este estudo tem resultado na revisão de vários espécimenes clássicos, assim como, na descoberta e estudo de novos exemplares para a Ciência.

No passado mês de Janeiro foi publicado na revista internacional GeoBios um estudo sobre vértebras caudais de saurópode (dinossáurios herbívoros com pescoço e cauda comprida) do Jurássico Superior Português, e conduzido pelo paleontólogo Pedro Mocho e que contou com a colaboração de vários investigadores. As vértebras caudais estudas neste trabalho apresentam uma característica nunca antes descrita no Jurássico Superior da Bacia Lusitânica, a presença de uma articulação posterior convexa (que corresponde à região da vertebra que vai articular com as vertebras subsequentes da cauda). Esta característica permitiu os autores realizar um estudo comparativo detalhado com outros exemplares do Jurássico Superior de Espanha, Africa e Estudos Unidos da América. Os resultados deste trabalho permitiram considerar que estas vértebras pertenceriam a grupo de saurópodes primitivos com claras afinidades aos gigantes do grupo Turiasauria, amplamente conhecidos no Jurássico Superior-Cretácico Inferior de Espanha como é o caso Turiasaurus riodevensis e Losillasaurus giganteus. O registo fóssil de turiassáurios em Portugal é relativamente escasso, contudo, nos últimos anos, vários restos têm sido identificados a este grupo de saurópodes, como por exemplo, Zby atlanticus que publicado foi no ano de 2014.

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