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Casa Melhor recupera habitações degradadas de famílias carenciadas de Estarreja

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O ano de 2016 que agora termina sorriu especialmente para 10 famílias que viram as suas candidaturas aprovadas no âmbito da 13ª edição do Casa Melhor – Programa de Melhoria de Habitações Degradadas de Munícipes Carenciados. O Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina, e o Vereador da Ação Social, João Alegria, visitaram esta segunda-feira algumas das intervenções realizadas.

O programa promovido pela Câmara Municipal apoia os munícipes de menores recursos económicos a realizarem obras de conservação e de beneficiação na sua habitação, dotando-as das condições mínimas de habitabilidade. Esta medida já mudou a vida de 174 famílias do concelho de Estarreja, num investimento municipal superior a 600 mil euros nas 13 edições já realizadas.

A autarquia facilita o acesso a apoio financeiro a fundo perdido até um valor máximo de 4 mil euros. O Presidente da Câmara Municipal afirmou que “muito se consegue fazer e melhorar as condições de muitas famílias, muitas delas com carências sociais significativas, que precisam de facto dessas melhorias para aumentar o seu conforto na casa e as condições mínimas para poderem viver. São pessoas que não têm rendimentos suficientes para o fazerem sozinhas e achamos que, nesse sentido, o Casa Melhor tem vindo a ser uma mais-valia muito interessante”. Contribui-se ao mesmo tempo para a preservação e conservação do património arquitetónico e urbanístico.

A maior parte dos beneficiários (87% na 13ª edição) recebe o apoio máximo atribuído pela Câmara no âmbito do programa para execução das obras aprovadas. Este ano, a maioria das intervenções visou a reparação total ou parcial dos telhados, assim como a reparação e beneficiação de paredes interiores. Foi o caso de Maria Albina Esteves, de Avanca, que aos 83 anos, recupera o conforto merecido numa casa que agora reúne todas as condições necessárias para viver com comodidade. “Sinto-me bem e feliz. Estou consolada aqui”, afirmou afastando a dura lembrança dos dias em que chovia dentro de casa.“Sem o apoio da Câmara, não fazia nada porque a reforma é pequenina”, disse.

O Casa Melhor reavivou igualmente o sorriso de Rosalina Silva, 71 anos, de Avanca, que a determinada altura foi obrigada a fechar uma parte da casa por causa das más condições em que se encontrava.“Chovia muito aqui dentro, não estava habitável”, explicou a filha Lúcia Pereira. Após as obras que decorreram este ano “está uma casinha linda e tem conforto”. Foi com muita alegria que esta família recebeu a aprovação da candidatura por parte da Câmara Municipal e “agora a felicidade ainda é maior!”, acrescentou.

A ajuda chegou também à casa de António Rodrigues, de Pardilhó, cujas palavras exprimem bem a melhoria que o programa trouxe à sua vida. “Estou muito contente porque a Câmara ajudou-me. Era um sonho. Acho que vou passar o Natal muito feliz”.

Analisando os casos tratados nesta 13ª edição, conclui-se que 80% dos beneficiários têm mais de 40 anos: 60% têm entre 40 e 59 anos e 30% são pessoas idosas com mais de 80 anos.

Por norma o período de candidaturas decorre anualmente em outubro. O Regulamento do Casa Melhor pode ser consultado na página da autarquia na internet. Decorre nesta fase a análise de candidaturas à 14ª edição do programa.

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