Educação, Melgaço, Sociedade

Requalificação da EB 2,3/S de Melgaço arranca em janeiro

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Foi aprovada a candidatura para a requalificação da EB 2,3/S de Melgaço e os trabalhos iniciam em janeiro de 2017. O projeto, um investimento elegível de 1 milhão e 110 mil euros, cofinanciado pelo FEDER no valor de 943.500 euros, consiste numa intervenção geral e profunda na Escola Básica e Secundária de Melgaço, no sentido de a modernizar sob o ponto de vista funcional e também da qualidade dos espaços, nomeadamente ao nível da qualidade do ar e do conforto térmico, dotando-a assim de condições de funcionalidade e de modernidade compatíveis com o que os tempos atuais demandam. Remover as placas de fibrocimento que ainda restam na Escola é também um dos processos a resolver.

A Escola EBS de Melgaço, com 30 anos de existência, tem procurado ao longo do tempo, através dos seus órgãos diretivos, manter a sua funcionalidade, quer nas condições que oferece aos alunos que a frequentam, quer nas condições de trabalho do seu pessoal docente e não docente. Em boa medida tem sido possível garantir boas condições de utilização deste equipamento, contudo decorrente da idade que o mesmo apresenta, é possível quantificar uma série de carências do ponto de vista construtivo e de apetrechamento, financeiramente muito significativas, que a Escola por si própria não consegue resolver. Apesar de se terem já substituído as coberturas do refeitório e do gimnodesportivo, construídas em chapas de fibrocimento, ainda restam os quatro pavilhões, pedagógicos e administrativos, por substituir. Para além das várias fissuras que originam outras tantas infiltrações de água da chuva, esta situação representa também um potencial problema de saúde para alunos, professores e funcionários tendo em conta que o material de que é constituído contém amianto, material que possui reais efeitos cancerígenos.

‘A Câmara Municipal continua a estabelecer a Educação como uma das suas prioridades em prol de um futuro melhor para as nossas crianças e jovens’ – Manoel Batista, Presidente da Câmara Municipal de Melgaço

 

Requalificação e modernização adequa-se às atuais necessidades pedagógicas e de segurança e higiene:

Ao nível dos arranjos exteriores:

– Completar pavimentação em betão betuminoso das vias ainda com o pavimento de origem, em semipenetração betuminosa e que se apresentam muito degradados;

– Existência de vários pontos de afloramentos à superfície de águas subterrâneas;

– Área de atividades exterior pavimentada em semipenetração betuminosa, sendo um material muito abrasivo para os alunos em caso de queda;

– Deteriorações pontuais de passeios, bancos, caixas de bocas de incêndio. Grosso modo, prevêem-se as seguintes intervenções:

  • Substituição integral das coberturas dos pavilhões 1 a 4 com aplicação de painel sanduíche metálico;
  • Substituição integral da caixilharia dos pavilhões por solução com corte térmico e com vidro duplo, substituindo também o sistema de obscurecimento interior;
  • Substituição integral do sistema de aquecimento dos pavilhões, uma solução integrando bombas de calor com unidades splitz, alimentado por energia elétrica mas que apresenta uma elevada eficiência, custo de exploração mais baixo e custo de manutenção baixo;
  • Instalação de sistema de ventilação de ar em todos os espaços, obrigatório por lei para equipamento desta natureza;
  • Substituição integral da rede de distribuição de água exterior e interior dos edifícios, bem como a instalação de uma rede de incêndios nova;
  • Substituição das redes de saneamento de águas pluviais e residuais nos troços em que a secção dos tubos está obstruída por raízes em zona de árvores ou com tubos partidos. Retificar fundos degradados das caixas de visita;
  • Substituição das armaduras de iluminação interior e iluminação exterior por armaduras com tecnologia LED;
  • Instalação de sistema de iluminação de emergência;
  • Instalação de sistema de deteção de incêndios;

– Pintura geral de paredes e tetos;

– Substituição de alguns pavimentos em tijoleira cerâmica e polimento do parquet das salas;

– Reparação e pintura paredes exteriores apresentando microfissuração e descasque;

– Substituição do mobiliário pedagógico, da sala de professores, do bar que apresenta avançado estado de vetustez bem como do refeitório, integralmente;

– Instalação de laboratórios de físico-química e biologia modernos e adequados às exigências pedagógicas;

– Reformulação de instalações sanitárias, incluindo para pessoas com mobilidade condicionada;

– Instalação de equipamento de elevação para movimentação entre pisos para pessoas com mobilidade reduzida, em dois pavilhões (1 – Biblioteca e 4 – Laboratórios);

– Substituição de diversos elementos de carpintaria degradados e envernizamento de elementos existentes.

 

Ao nível da cantina:

– Em termos estruturais, verifica-se a necessidade de uma câmara de conservação e de requalificar as grelhas de pavimento que apresentam um nível de ferrugem bastante elevado;

– Ao nível dos equipamentos da cozinha registam-se várias falhas, nomeadamente estanteria, balança eletrónica, cortadora de legumes, triturador de cozinha.

 

Está previsto que o projeto esteja concluído em finais de 2018, tendo a Escola nesta altura condições para acolher 754 alunos, num total de 29 salas.

 

 

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