Cultura, Melgaço

Exposição ‘Efabulação dos sentidos’ na Casa da Cultura de Melgaço

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A Casa da Cultura tem patente uma nova mostra de arte: até 30 de novembro é possível observar a exposição de quadros ‘Efabulação dos sentidos’ , da melgacense Júlia Fernandes. A mostra pode ser visitada durante o horário do espaço, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (segunda a sexta-feira), e aos sábados das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.

A exposição, de entrada livre, é um exercício destinado a efabular os sentidos. Cada quadro é ‘a vastidão e intimidade da minha memória, das ideias, concretas ou imaginadas, do sonho da criação para celebrar a vida. É nessa procura de celebração que a forte impressão do movimento perpassa os planos e a geometria da realidade. A técnica da mancha e a leitura dos seus contornos, a construção das personagens, através da utilização de um cromatismo diferenciado, fazem o caráter gráfico da composição, emoldurada por uma miríade de sentimentos transversais e dicotómicos expressos através da paisagem ou, principalmente, da mulher, assumindo uma leitura de ambiguidade sensorial endógena. É também num registo bruto de pincelada rápida, que procuro a desmontagem da representação figurativa para impor sobre ela a emoção de instantes incertos do bailado treinado das minhas mãos, que me expõem na nudez mais simples da minha força poética e semântica, ao procurar traduzir a paisagem e a presença da “minha gente” em mim.’, salienta a melgacense.

 

Sobre a autora

Júlia Fernandes nasceu em 1961, na freguesia de Paços, concelho de Melgaço. É autodidata na área da pintura e iniciou o seu percurso artístico em 1996.

Em 2004 frequentou o curso livre de pintura, orientado pelo professor Carlos Dias, na Cooperativa Árvore – Porto e o curso de técnicas de pintura orientado pela professora Paula Soares, no Museu Soares dos Reis – Porto.

Entende a pintura como um lugar de encontro, onde ocorrem metamorfoses de emoções e perceções, que emergem do que observa e sente e a memória (re) cria. A pintura e as palavras são para a artista os sentidos da vida materializados em ideias inscritas em diversos suportes, num tempo de ninguém.

 

 

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