Oliveira de Azeméis, Sociedade

Jardim perpetua memória da fundadora do antigo Colégio de Oliveira de Azeméis

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A pedagoga e fundadora do colégio de Oliveira de Azeméis, Adília Alegria Martins, foi homenageada pela Câmara Municipal em reconhecimento pelo contributo que deu na formação de sucessivas gerações desde que fundou, ainda muito jovem, a Casa-Escola no início do século XX.

“Apenas uma visionária conseguiria com essa idade e naquela altura perceber o quanto importante era a aposta na educação”, afirmou o presidente da Assembleia Municipal, Jorge Silva, antigo aluno e o grande dinamizador da homenagem.

O jardim junto à zona escolar da cidade passou a ostentar o nome da fundadora do antigo Colégio que fez desta instituição “uma referência de toda a região”, que atravessou gerações e “onde tantos e tantos” alunos se formaram.

“Que este jardim, hoje espaço de reencontro de gerações e ponto de ligação entre as escolas e a cidade, seja também oportunidade para recordar sempre a figura ímpar que foi Maria Adília Alegria que mereceu, aliás, em 1992, o reconhecimento do país com a atribuição da Ordem da Instrução Pública destinada a galardoar altos serviços prestados à causa da educação e do ensino”, sublinhou Jorge Silva considerando a homenagem um “reconhecimento justo e merecido”.

O presidente da Assembleia Municipal acentuou que ainda hoje algumas figuras que se destacaram na sociedade em vários domínios do saber referem “com orgulho a sua passagem pelo Colégio”.

Antes de Jorge Silva, o presidente da autarquia, Hermínio Loureiro, lançou o repto ao vereador da Educação, Isidro Figueiredo, de organizar já em 2017 umas jornadas bienais de reflexão sobre a temática da educação adotando o nome da homenageada, falecida a 5 de Março de 1996.

A iniciativa teve a presença dos filhos António José Alegria e José Alberto Alegria que colocaram em evidência as qualidades da sua mãe, o seu espírito visionário, sentido de justiça e solidariedade. Nas recordações do que foi a instituição e os seus impulsionadores foi destacada a coragem da então jovem Adília Martins, com pouco mais de 20 anos, de assumir o desafio pedagógico de criar uma Casa-Escola de ensino misto que foi pioneira ao abranger todos os ramos de ensino desde o primário até ao pré-universitário e onde “foram formados milhares de jovens para sólidos percursos profissionais e humanos”.

A casa onde funcionou no antigo Colégio, construída pelo empresário no Brasil e benemérito António Alegria, foi “a génese e o ponto de partida para vivências de uma família da qual Maria Adília Alegria Martins foi, sem dúvida, um exemplo de talento, de convicções e de brilhantismo profissional”.

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