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Nova escola de qualificação profissional em Estarreja aposta em modelo inovador

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Ir de encontro às necessidades das empresas, adaptando inclusivamente o programa curricular, apostar não só na formação de novos técnicos como na requalificação dos ativos, inovando num polo que se pretende constituir numa referência e assegurar a plena empregabilidade. Resumidamente estes são os objetivos da uniEST – Unidade de Especialidades Tecnológicas, a nova Unidade de Qualificação Profissional que começará a funcionar em setembro, no Centro de Negócios do Eco-Parque Empresarial de Estarreja.

Respondendo às necessidades concretas e reais, em muitas áreas de formação, das empresas do município de Estarreja e da Região de Aveiro, a uniEST resulta de uma parceria entre a Escola Profissional de Aveiro (EPA) e a Câmara Municipal de Estarreja (CME) e foi apresentada publicamente na última sexta-feira, no Centro de Negócios de Estarreja. Em setembro terão início os dois cursos de formação previstos nesta fase: Curso Técnico de Manutenção Industrial de Metalurgia e Metalomecânica e o Curso Técnico de Química Industrial.

São cursos de qualificação profissional destinados a jovens e desempregados, entre os 18 e os 25 anos, conducentes à obtenção do 12º ano de escolaridade e de um certificado profissional de nível 4, bem como à progressão de estudos qualificantes nas escolas politécnicas da Universidade de Aveiro.

Contribuindo para a satisfação das necessidades de formação profissional qualificada que as empresas apresentam e, nesse sentido, apoiar a Escola Profissional de Aveiro na sua estratégia de se aproximar das zonas industriais instaladas, propiciando as melhores condições possíveis para o desenvolvimento da formação, a Câmara Municipal de Estarreja disponibiliza espaços para o desenvolvimento da formação em contexto de sala de aula e prática simulada, designadamente afetando espaços adequados no seu Centro de Negócios no Eco-Parque.

Destacando a importância estratégica deste passo para o tecido empresarial e para desenvolvimento económico do concelho, o Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina, começou por lamentar que o ensino profissional seja tratado como um “parente pobre”. Estarreja quer inverter esta realidade e criar uma unidade de excelência dedicada à formação técnica. “Estamos empenhados em formar técnicos que sirvam as necessidades locais das empresas. Acredito que o ensino profissional é absolutamente necessário. O país também vive de técnicos”.

 

Novos modelos de formação-ação

Assente no princípio que “as aprendizagens têm que servir as empresas”, o presidente da EPA, Jorge Castro, está empenhado em criar a única escola do país onde o programa curricular é feito em articulação e considerando as necessidades do empregador. “Com esta unidade a servir de exemplo, as empresas vão participar no currículo”, anunciou Jorge Castro, antecipando a “inovação a todo o campo nesta unidade” em Estarreja.

Com uma durabilidade de 3 mil horas, mais de metade do curso é feita em realidade de contexto de trabalho. O objetivo é atingir níveis de empregabilidade de 100%. Nesta unidade, o tecido empresarial terá ainda a oportunidade para requalificar os seus trabalhadores, sendo esta mais uma “inovação que quisemos acrescentar”, fez notar o responsável, numa espécie de “requalificação à medida”.

A uniEST estará sediada numa “zona industrial de excelência”, acrescentou Jorge Castro. “Temos esse privilégio de nos instalarmos numa zona particularmente importante do país”. Pela “qualidade de meios e infraestruturas, o Eco-Parque Empresarial de Estarreja tem características únicas. É perto de tudo”, disse o presidente da EPA, referindo-se ainda às “condições de acesso privilegiado”.

A atestar a manifesta carência de pessoal qualificado no mercado de trabalho, o Vereador da Educação, João Alegria, lembrou que a articulação entre as necessidades empresariais e a oferta formativa do concelho está expressa num dos eixos estratégicos do Plano Estratégico Educativo Municipal (que se encontra em fase de aprovação), após o diagnóstico feito quer junto dos empresários, quer de outros juntos agentes educativos.

A testemunhar “a importância desta parceria para a região” esteve ainda o presidente da SEMA – Associação Empresarial, José Valente. O representante da SEMA salientou a necessidade de se trabalhar em rede e “proporcionar a qualificação de todos os agentes empresariais”. Na sua opinião, o “Eco-Parque reúne condições excecionais para aqui se desenvolver um projeto muito interessante.”

Depois da uniTER (Unidade do Terciário), em Aveiro; da uniTEC (Unidade das Tecnologias), em Sever do Vouga; a uniEST (Unidade das Especialidades Tecnológicas) será assim a terceira unidade de formação instalada pela EPA no seu território de atuação que é a Região de Aveiro.

 

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