Cultura, Mangualde

Mangualde brilhou com as artes em mente

em quarto crescente 2016 (4)

De 13 a 16 de julho, o Largo Dr. Couto, em Mangualde, acolheu mais uma edição da iniciativa ‘Em Quarto Crescente: Noites de encontros com as artes em mente’. Com o público a aderir entusiasticamente, a edição deste ano foi dedicada à temática ‘Mangualde 30 anos cidade’. Cada noite assinalou um tema específico, fazendo sobressair cada área importante da comunidade mangualdense. A organização foi da Câmara Municipal de Mangualde e da Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves e contou com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Mangualde, das Bibliotecas Escolares, da Associação Amarte, da Papelaria Adrião e de José Marques, Igor Figueiredo, Nuno Ferreira e Susana Almeida.

Assim, o dia 13 de julho dedicou a noite ao Associativismo – “Sociedades Recreativas” com espetáculos de Meeting Quartet, que apresentaram o tema “Em Quarto Crescente” dedicado ao evento, O Mentalista de João Blümel e Noiserv. No dia 14 de julho, a noite assinalou o Comércio e Indústria com “Armazéns da Memória”. Ao palco subiram o Grupo Coral e Instrumental “+ Música”, composto por alunos do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas de Mangualde, orientados pelo professor Admar Ferreira, Teatro Zunzum com “Os Silva” e o duo mangualdense Xico & João. Património através de “Histórias e gentes” foi a temática para o dia 15 de julho, com a participação dos Fad`Out, Teatro do Montemuro “Caídos do Céu” e Azul Espiga. Para finalizar a edição deste ano, no 16 de julho, realizaram-se “Encontros na Lua Cheia” – Artes e Letras. Os participantes foram brindados com Cante Alentejano pelo Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento, apresentação da coleção “As Mulheres e a República” por Rosabela Afonso da ACIG, momento de stand-up com Borges & Irmão: Uma conversa sobre humor, guionismo e canções foleiras por Luís Filipe Borges e Alexandre Borges e The Soul Orquestra. A noite encerrou com um vídeo mapping produzido pela organização e um espetáculo de fogo de artifício.

 

 

LEITURAS AO LUAR E INSTALAÇÕES ARTÍSTICAS PELOS ALUNOS DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MANGUALDE

Nas noites do evento foi ainda possível assistir a “leituras ao luar”, com textos de autores mangualdenses nas vozes dos jovens leitores, alunos do Agrupamento de Escolas de Mangualde: “Discussão parlamentar da elevação de Mangualde a cidade” – Fernando Loureiro, João Carvalho e Maria Carvalhão; Crónica sobre o Grémio, de João Loureiro – Rita Santos; Crónicas de João Loureiro e Ernesto Matias – Raquel Duarte e Beatriz Pina; poema “Tempo” de Olinda Beja – Raquel Duarte; Poema “Tempo” de Elisabete Aguiar – Maria Carvalhão; crónica “Como eu vejo o mundo” de Ernesto Matias – Fernando Loureiro; “Património”, texto de António Tavares – João Carvalho; “Bordado de Tibaldinho”, de Alberto Correia – Beatriz Pina e Raquel Duarte; “Meia Receita”, texto humorístico de Zeca Alcântara – Ana Margarida; poema “Talvez” de Olinda Beja – Maria Carvalhão; “Ana de Castro Osório” por João Esteves – Rita Santos.

No mesmo período, os jovens do Curso Científico Humanístico geral de Artes, do Agrupamento de Escolas de Mangualde, sob orientação das professoras Anabela Pascoal e Cristina Vouga, desenvolveram várias instalações artísticas. Gabriela Figueiredo e Diana Silva desenvolveram pinturas faciais, Diana Silva e Margarida Salvador apresentaram a instalação “Reinventa-te”, que idealiza a passagem de um estado negativo para um estado positivo, provocando a libertação dos medos e a reinvenção de cada um, através da entrada numa outra dimensão em que é permitido perspetivar a concretização de sonhos e desejos. O Tabuleiro de Xadrez de Carlos Lopes pretendia intervir no espaço exterior da cidade, obrigando o público a abrandar a sua rotina e a interrogar-se sobre o porquê da peça. É um elemento de intervenção estética que recria a tática do jogo. «Sepbaud» é o nome da instalação de Carolina Vouga, uma instalação que se encontrava distribuída por diversas árvores no centro de Mangualde e que incitava o expectador à experimentação dos sons produzidos pelos instrumentos de diferentes dimensões. A escultura em aço “VATI” de Lara Castro procurou demostrar a união entre o passado e o futuro, entre a criança e o adulto, porque a criança que outrora fomos é o pilar para o adulto que agora somos.

O Workshop e Raid Fotográfico com Sara Augusto, no dia 13 de julho, permitiu um percurso pela cidade e a recolha de imagens e o workshop de Banda Desenhada foi dinamizado por Alexandre Magno e Miguel Velez, em que duas tardes de trabalho resultaram numa exposição que esteve patente no evento e que pode ser ainda visitada até ao final de julho na Biblioteca Municipal de Mangualde. Realizaram-se ainda oficinas de Pop Up, com a presença de Pedro Mouta, na tenda da Livraria Adrião, que permitiram a construção da fonte do Largo Dr. Couto, em papel.

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