Cultura, Seia

Festival Músicas do Bosque conjuga música e cinema

Post_Programa_Músicas do Bosque 2016_final

À proposta para a fruição da música com a natureza exuberante da serra da Estrela, a segunda edição do Festival “Músicas do Bosque”, que acontece este fim-de-semana (de 24 a 26) na aldeia de Lapa dos Dinheiros (em Seia), associa um ciclo de cinema, em parceria com o 7A SENA – Núcleo Cinéfilo de Seia, inspirado na música portuguesa, da música tradicional à música de intervenção, sonoridades com raízes fundas na nossa herança cultural.

Assim, no dia 24, pelas 21h, é exibido o documentário de Tiago Pereira “Porque não sou o Giacometti do Século XXI (2015)”. Tiago Pereira grava, desde 2011, manifestações musicais e coreográficas de vários géneros, pelo país todo. Neste filme, a partir de uma conversa com a realizadora Inês Oliveira, o realizador coloca questões fundamentais com que se debate: o propósito do seu cinema, quais são as relações com as gentes? O que o distingue do trabalho científico? O que é a Tradição?

No domingo, à mesma hora, é apresentado “Mudar de Vida, José Mário Branco, vida e obra” (2014), um documentário realizado por Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo. Trata-se de um retrato sobre José Mário Branco, músico, compositor, poeta, ator, ativista, cronista, produtor musical. Fala-nos de música, das suas convicções, da sua geração, do Estado Novo, da guerra colonial, da sua prisão e exílio.

 

Festival conta com projetos musicais alternativos e inovadores

Tendo na sua essência a comunhão perfeita entre a música e a beleza natural da montanha, o festival aposta em projetos musicais criativos e inovadores, que nasceram fora dos grandes Centros Urbanos.

Os “Albaluna”, uma criação artística com identidades sonoras de diversos pontos do espaço e do tempo da nossa, com ambientes evidentes do folk, rock progressivo e funk, abrem esta primeira edição do Festival já amanhã, num espetáculo agendado para as 22h. Duas horas depois sobem ao palco do Bosque o projeto “Recanto”, um duo que tem como paixão as Músicas Antigas de Raiz Tradicional.

No sábado, às 22h, o cartaz conta com o espetáculo de “Buenamoza”, um novo projeto musical de três elementos cheios de ideias musicais, com influências do R&B, Soul, Jazz, Eletrónica, etc. Às 23h, o Festival acolhe os “Anaquim”, uma banda de Coimbra, liderada pelo compositor e letrista José Rebola. A sua música tem diversas influências de cantautores portugueses, dos quais se destacam Fausto, Sérgio Godinho e Zeca Afonso, mas ainda da canção francesa, da música country e do blue grass.

No domingo, a encerrar o programa musical, apresentam-se em palco, pelas 21h30, “Os Quatro e Meia” e, às 23h, “For Jazz”. Também oriunda de Coimbra, a banda “Os Quatro e Meia” agrega o mais variado manancial de música portuguesa de qualidade, desde o estilo “Pop-Rock” até ao “Fado”, numa tentativa de conferir novas sonoridades e olhares sobre algumas das mais belas canções criadas no nosso país.

Associar a música à paisagem, mas também à gastronomia, ao cinema e às artes são alguns dos aspetos que tornam este festival verdadeiramente único no país. O desafio é subir à montanha e deixar-se levar por uma autêntica sinfonia de homem e natureza, onde não há lugar para os espetáculos comuns.

 

Artigo AnteriorPróximo Artigo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *