Cultura, Melgaço

Francisco Moita Flores apresenta livro em Melgaço

Francisco Moita Flores apresenta livro em Melgaço

O escritor Francisco Moita Flores, uma figura marcante no panorama das letras, vai estar em Melgaço no próximo dia 3 de junho, no âmbito das atividades ao Encontro de…, para a apresentação do livro ‘O Dia dos Milagres’.

O encontro com o escritor, com início marcado para as 21h30, na Casa da Cultura/Biblioteca Municipal, promete uma conversa desafiante sobre a sua obra ‘O Dia dos Milagres’, uma viagem apaixonante aos últimos dias do regime filipino que haveria de baquear no golpe de Estado que iniciaria a dinastia de Bragança. O evento é para o público em geral e de entrada livre.

O Dia dos Milagres é mais uma pedra no caminho de sucessos literários que marcam o percurso deste conhecido escritor que, durante a tarde deste mesmo dia, estará na Casa da Cultura/Biblioteca Municipal, onde apresentará a obra aos alunos do 10º ano.

 

Sobre o livro

O autor centra a ação em Vila Viçosa, onde viviam os Duques de Bragança, e conduz-nos pelos dias de ansiedade, dias terríveis, vividos entre crenças e superstições, marcado por revoltas e sofrimento, num Portugal pobre e cansado, traumatizado pela tragédia de Alcácer Quibir, de onde espera que chegue o Rei Sebastião.

O Dia 1 de Dezembro de 1640 foi um momento único da História de Portugal. Uma data que foi desprezada, até deixou de ser feriado, decisão que enxovalha a memória portuguesa. Um punhado de fidalgos, apoiado pelo Povo de Lisboa, enfrentou o mais poderoso Império do mundo. E devolveu a dignidade a Portugal. São os preparativos dessa saga extraordinária que percorrem as páginas deste romance apaixonante, terno, para que a memória coletiva não esqueça, aquilo que os novos servos do nosso tempo esqueceram, julgando Portugal do tamanho de um mero livro de contabilidade.

 

Sobre o autor

Francisco Moita Flores nasceu em Moura, onde estudou até aos quinze anos. Continuou os seus estudos em Beja e depois já casado e com dois filhos em Lisboa, fez o Bacharelato em Biologia, em 1975, tendo sido a partir desse ano, professor do Ensino Secundário, dessa área, até 1978.

É Escritor, ensaísta e argumentista; colabora em vários jornais, revistas e televisões como comentador; autor de várias dezenas de obras de ficção em romance e para cinema, teatro e televisão. Foi várias vezes premiado no País e no estrangeiro, com obras traduzidas em inglês, francês, italiano, mandarim e malaio.

Foi condecorado pelo Presidente da República com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante.

Estudou na Universidade Clássica de Lisboa, na Universidade dos Açores, em Sorbonne – Paris IV e no Institut de Criminologie de Lausanne.

É Licenciado em História, 1º classificado do Curso de Investigação Criminal na Polícia Judiciária, Bacharel em Biologia e Pós-Graduado em Sociologia Urbana e Criminologia.

Fez parte dos quadros de investigação criminal da PJ de 1977 a 1990.

A seguir trabalhou junto da Direção da Polícia Judiciária na avaliação da criminalidade e da violência.

Em 1995 dedicou-se à vida académica até ao ingresso na vida política, apesar de politicamente se assumir como independente.

Em 2005 concorreu em Santarém, apoiado pelo PSD, alcançando uma vitória inesperada contra um dos históricos bastiões do PS. Recandidata-se em 2009 e volta a ganhar alcançando a maior vitória de sempre na capital de distrito. Elegeu sete dos nove vereadores.

Alguns dos maiores êxitos televisivos da história da televisão são da sua autoria. Ballet Rose, A Raia dos Medos, A Ferreirinha, Alves dos Reis, O Processo dos Távora, Polícias, adaptações de Aquilino Ribeiro (Quando os Lobos Uivam) de Eça de Queirós (Os Maias e o Conde d’Abranhos), de Júlio Dinis (João Semana); alguns dos seus romances tornaram-se em best-sellers: Mataram o Sidónio, A Fúria das Vinhas, A Opereta dos Vadios.

Tem uma vasta obra de ensaio no domínio da violência e da morte violenta.

O ensaio sobre Antero de Quental, publicado no ano do centenário da morte do poeta filósofo foi considerado o melhor trabalho das comemorações então realizadas por todo o mundo.

Atualmente, é o presidente da Sociedade da Língua Portuguesa.

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