Cultura, Póvoa de Lanhoso, Sociedade

Póvoa de Lanhoso assinala 170 anos da Revolução da Maria da Fonte

0 - Camilo e a Povoa de Lanhoso (4)

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso já deu início à evocação dos 170 anos da Revolução da Maria da Fonte, através da realização da primeira de um ciclo de conferências, com a temática “Camilo Castelo Branco e a Póvoa de Lanhoso”, da exposição bibliográfica “Vida e Obra de Camilo” e do itinerário cultural pedestre “Nos Passos da Revolta”.

A Conferência realizou-se na tarde do dia 23 de abril. “Estamos no Centro Interpretativo Maria da Fonte (CIMF). É aqui e é hoje que damos início a um conjunto de iniciativas que pretendem evocar os 170 anos da Revolução da Maria da Fonte”, começou por referir o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes. “É com muito gosto que iniciamos este ciclo de conferências e de iniciativas diversas em parceria com os jornais Correio do Minho e Maria da Fonte”, salientou ainda o mesmo responsável, na abertura da exposição bibliográfica, que apresentou elementos pertença do CIMF e do Centro de Estudos Camilianos, de Vila Nova de Famalicão, como é o caso de um raro exemplar em castelhano, uma edição de bolso, de “A Maria da Fonte”. Na manhã do dia 24, realizou-se o percurso pedestre cultural “Nos Passos da Revolta”.

Inaugurado no dia 25 de setembro de 2015, o Centro Interpretativo Maria da Fonte procura afirmar-se como um ponto de excelência para o estudo e divulgação a respeito daquela heroína da Póvoa de Lanhoso, motivo que levou o responsável pela pasta da Cultura a convidar para uma visita ao CIMF e aos espaços contíguos. “Apelo ainda a que participem nestas iniciativas, que emanam de um projeto que temos em curso, que é a instalação de um núcleo documental, aqui no Centro Interpretativo Maria da Fonte”, referiu ainda Armando Fernandes. “Estou certo de que, daqui a 50 anos, teremos ali um núcleo documental do melhor que há na nossa região, porque é preferível que as coisas sejam feitas com calma, mas que sejam bem feitas. É esse trabalho que estamos a desenvolver e brevemente irão ter oportunidade de o ver com os vossos próprios olhos, até porque há o compromisso público desta equipa de, no próximo dia 25 de setembro, termos já parte do núcleo documental devidamente inventariado”, revelou.

Esta primeira conferência contou com os contributos de Sérgio Guimarães de Sousa, do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho / Casa de Camilo, que abordou o tema “Porquê Ler Camilo?”; e de José Abílio Coelho, do CIMF, sobre “Camilo e a Herança de Londres: da realidade à ficção”. O Diretor do jornal Correio do Minho, Paulo Monteiro, também esteve presente assim como o Diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, para além de outras pessoas interessadas na temática.

Camilo Castelo Branco dedicou, na sua obra, uma relevância significativa à Póvoa de Lanhoso, havendo, pelo menos, três romances que têm este concelho como importante palco das suas tramas: “O Demónio do Ouro” (1873), “A Brasileira de Prazins” (1882) e “Maria da Fonte” (1885).

Estas conferências, que terão periodicidade mensal, para além de evocar historicamente a passagem do 170.º aniversário da Revolução da Maria da Fonte, também denominada Revolução do Minho, propõe-se, conjuntamente com os jornais “Maria da Fonte” e “Correio do Minho” (que assinalam, respetivamente, 130 e 90 anos de existência em 2016), fazer transpor para a contemporaneidade um conjunto de temáticas relevantes consideradas “Ao tempo da Maria da Fonte” e que no nosso tempo renovam a sua pertinência.

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