Cultura, Marinha Grande

“À Espera de Ulisses” e da sua visita à Marinha Grande

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O Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro, situado no Edifício da Resinagem, na Marinha Grande, tem patente a exposição “À Espera de Ulisses”, da artista Manuela Castro Martins.

A inauguração ocorreu no dia 16 de abril, tendo contado com a presença do presidente da Câmara, Paulo Vicente; do presidente da Assembleia Municipal, Telmo Ferraz; da vereadora da cultura, Cidália Ferreira; da presidente da Junta da Marinha Grande, Isabel Freitas; entre outras entidades e artistas convidados, que quiseram conhecer a obra e a artista.

Em “À Espera de Ulisses” estão patentes as obras mais recentes da autora, algumas das quais criadas especificamente para a exposição. As peças em vidro resultam de uma busca incessante por uma nova linguagem e do desafio permanente de fazer coisas que não  possam ser feitas.

Para a vereadora da cultura, Cidália Ferreira, “a simbologia que existe entre a obra da artista e a sua preciosa renda em vidro, está perfeitamente retratada no feito de Penélope e Ulisses”.

“E no vidro encontrou Ulisses, pois enquanto foi tecendo o vidro, se apropriou da sabedoria deste, para vencer com habilidade, sensibilidade, perfeição e querer esta maravilhosa façanha, de nos dar estas belíssimas peças de obra de arte”, continua.

Manuela Castro Martins apresenta nesta exposição rendas e bordados em vidro, resultantes de vários meses “a cortar e fundir vidro e a cortar e fundir arames” e que confessa ter sido “um trabalho duro que é também um percurso de espera”. Nestas peças recorda o trabalho de renda feito pela sua mãe, em quem se inspirou e a quem dedica as taças coloridas expostas.

A artista trouxe ainda para o NAC “bordados pouco convencionais” que resultam da ligação das suas “fantasias à literatura”, com uma linguagem mais contemporânea, nas quais o vidro, o arame e o ferro se fundem com elegância, fruto do seu trabalho solitário e absolutamente silencioso, desenvolvido no seu estúdio.

Expôr na Marinha Grande “é uma responsabilidade imensa para mim, porque me habituei a admirar os artistas de vidro”, pelo que apresentar as suas obras na capital vidreira “nem sequer é um sonho porque nunca me atrevi a pensar que poderia expôr na terra do vidro”.

Detentora de um vasto currículo, Manuela Castro Martins foi vencedora do Prémio de Design da “Emerge 2014”, Bienal de Vidro da Bullseye para artistas emergentes, realizada em Portland, nos Estados Unidos da América.

A exposição “À espera de Ulisses” pode ser visitada no NAC até 25 de setembro, de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. A entrada é gratuita.

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