Educação, Póvoa de Lanhoso

Póvoa de Lanhoso já é “Cidade Educadora”

Paços do Concelho (maio de 2014)A Póvoa de Lanhoso  já é uma Cidade Educadora após a apresentação da sua candidatura à AICE – Asociación Internacional de Cidades Educadoras. A intenção de adesão do Município de Póvoa de Lanhoso à Associação Internacional das Cidades Educadoras tem na sua base a tomada de consciência de que “o direito a uma cidade educadora deve ser uma garantia relevante dos princípios de igualdade entre todas as pessoas, de justiça social e de equilíbrio territorial. Esta acentua a responsabilidade dos governos locais no sentido do desenvolvimento de todas as potencialidades educativas que a cidade contém, incorporando no seu projeto político os princípios da cidade educadora”, refere a Vereadora da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Gabriela Fonseca.

Esta responsável municipal lembra ainda que a Educação não se limita apenas à resolução de problemas de comunidades escolares concretas, mas envolve toda a sociedade civil, nos vários estádios da sua vivência social e pessoal, com carências e vivências necessariamente diferentes, sendo que, nesta aceção de Educação, a ação municipal deve centrar-se numa estratégia integradora que passa inevitavelmente pela realização de um trabalho colaborativo e em rede, quer a nível interno quer na sua ação externa, considerando a sociedade civil em todas as esferas da vida pública, divulgando, em simultâneo, a sua intervenção com os seus contributos e práticas.

Na passada sexta-feira, dia 19 de fevereiro, a Póvoa de Lanhoso já participou no primeiro Encontro Nacional da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras de 2016, em Gondomar.  São já sete as “Cidades Educadoras” do distrito de Braga, num total de 54 que compõem a Rede Territorial Nacional.

“Segue-se agora um trabalho mais apurado, envolvendo toda a comunidade e instituições concelhias, no sentido de tornar a Póvoa de Lanhoso cada vez mais uma ‘Cidade Educadora’”, explica igualmente a Vereadora para a Educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Gabriela Fonseca.

As cidades representadas no 1º Congresso Internacional das Cidades Educadoras, que teve lugar em 1990, reuniram na Carta inicial os princípios essenciais ao impulso educador da cidade. Esta Carta foi revista no III Congresso Internacional (Bolonha, 1994) e no de Génova (2004), a fim de adaptar as suas abordagens aos novos desafios e necessidades sociais. A presente Carta baseia-se na Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948), no Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais (1966), na Declaração Mundial da Educação para Todos (1990), na Convenção nascida da Cimeira Mundial para a Infância (1990) e na Declaração Universal sobre Diversidade Cultural (2001).

De acordo com a Carta das Cidades Educadoras, o objetivo permanente destas será o de aprender, trocar, partilhar e, por consequência, enriquecer a vida dos seus habitantes. No seu preâmbulo, parte-se do princípio de que atualmente, mais do que nunca, as cidades dispõem de inúmeras possibilidades educadoras, mas podem ser igualmente sujeitas a forças e inércias deseducadoras. De uma maneira ou de outra, a cidade oferece importantes elementos para uma formação integral: é um sistema complexo e ao mesmo tempo um agente educativo permanente, plural e poliédrico, capaz de contrariar os fatores deseducativos.

De entre outros aspetos, esta Carta refere que a cidade educadora tem personalidade própria, integrada no país onde se situa é, por consequência, interdependente da do território do qual faz parte. É igualmente uma cidade que se relaciona com o seu meio envolvente, outros centros urbanos do seu território e cidades de outros países. A cidade educadora deve exercer e desenvolver esta função paralelamente às suas funções tradicionais (económica, social, política de prestação de serviços), tendo em vista a formação, promoção e o desenvolvimento de todos os seus habitantes. Deve ocupar-se prioritariamente com as crianças e jovens, mas com a vontade decidida de incorporar pessoas de todas as idades, numa formação ao longo da vida. As razões que justificam esta função são de ordem social, económica e política, sobretudo orientadas por um projeto cultural e formativo eficaz e coexistencial.

O referido documento aponta como grandes desafios do século XXI: “investir” na educação de cada pessoa, de maneira a que esta seja cada vez mais capaz de exprimir, afirmar e desenvolver o seu potencial humano, assim como a sua singularidade, a sua criatividade e a sua responsabilidade; promover as condições de plena igualdade para que todos possam sentir-se respeitados e serem respeitadores, capazes de diálogo; e conjugar todos os fatores possíveis para que se possa construir, cidade a cidade, uma verdadeira sociedade do conhecimento sem exclusões, para a qual é preciso providenciar, entre outros, o acesso fácil de toda a população às tecnologias da informação e das comunicações que permitam o seu desenvolvimento

Artigo AnteriorPróximo Artigo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *