Cultura, Monchique, Turismo

Camélias trouxeram cor e magia a Monchique

PVI_2293 11A 2.ª edição do Festival de Camélias que se realizou nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro, numa organização da Câmara Municipal de Monchique, foi um sucesso e um certame que marcou de forma indelével este mês no concelho de Monchique.

O festival, que este ano, agregou mais um dia, arrancou da melhor forma com uma ação de plantação de 100 cameleiras. A comunidade escolar e Academia Sénior foram os grandes participantes nesta ação que pretendeu, acima de tudo, incutir juntos dos mais novos, a cultura e património local, focando este ícone representativo do concelho. Se até aqui a presença de bonitas e majestosas árvores eram do conhecimento apenas de algumas pessoas, com este Festival, este passou a ser um tema de conversa em todo o país, já que não é comum a ocorrência deste tipo de planta no sul do país. Monchique toma assim partido de mais um importante elemento da sua especificidade local para continuar a construir uma oferta diferenciadora em produtos genuínos e com um grande poder de atração da atenção de turistas e residentes da região. Recorde-se que nesta época do ano, o Algarve não tem muitos eventos, muito menos associados a esta temática que elege Monchique como um local de visita obrigatória para apreciar as bonitas flores de Inverno, as camélias.

O primeiro dia deste evento terminou com um concerto de canto lírico “Natureza Cantada”, pelo Trio Dell´Acqua na Igreja Matriz de Monchique, constituindo o mesmo um excelente inicio de um fim de semana cheio de magia e esplendor.

A premissa inicial do festival era continuar a afirmar as camélias como mais um elemento diferenciador deste concelho e parte da identidade e cultura local, tendo a organização preparado um vasto programa que ao longo dos três dias proporcionou ao público a oportunidade de visitar a exposição e concurso de Camélias em flor – “encanto e beleza natural” que reuniu mais de 60 espécies daquela planta centenária oriunda do oriente.
A exposição contou, este ano, com a participação especial dos Parques de Sintra, neste “intercâmbio” entre os Jardins de Sintra e Monchique, o também conhecido e apelidado de “Jardim do Algarve”.

Para além da exposição e do concurso, este evento reuniu uma série de iniciativas e atividades que tiveram como denominador comum a camélia, reafirmando o esplendor desta magnífica flor.

O Concurso de Fotografia deu a conhecer, através da fotografia, as variedades de camélias existentes no concelho, e sensibilizou os concorrentes para a beleza da flor. O número de participantes triplicou em relação ao ano passado e superou as expetativas da organização.

A Rota das Camélias deu o mote para os participantes partirem à descoberta das camélias através dos percursos exuberantes da serra de Monchique. Jardins e

Quintas privadas abriram as portas e maravilharam os cerca de 100 participantes, número que também aumentou em relação à edição anterior.

O Teatro Circo, Concerto de Violino e Harpa Céltica, Mostra de Doçaria, Mostra de Artesanato, Mercado, exposições e workshops deram (ainda) mais vida ao festival e consolidaram a promoção das camélias.

Cerca de 6.000 pessoas visitaram o certame, tendo-se registado visitantes de todo o país, que rumaram ao “Topo do Algarve” e visitaram esta 2ª edição do Festival.

Para Rui André, presidente da Câmara de Monchique e grande mentor desta iniciativa e também ele um entusiasta e colecionador desta flor, “este festival é já uma referência e veio para ficar pois foi assumido pela Comunidade local como um evento seu e de homenagem a um património que também assumem como seu. O arranque está dado e já ninguém tem dúvidas que esta bonita planta também existe a sul do Tejo e que encontra aqui em Monchique o local ideal para se desenvolver. Este é um concelho com condições únicas e, por isso, com produtos endógenos impares, o que nos motiva ainda mais para construir também uma oferta diferenciadora em termos de eventos e dinâmicas sociais, capazes de gerar também mais valor no território e potenciar o seu desenvolvimento social e económico. O desafio de participar na criação de uma oferta turística em “época baixa” para a região tem motivado o Município de Monchique a desenvolver uma estratégia a que chamou “O Topo do Algarve” e onde estão bem presentes e em execução variadas iniciativas e projetos integrados nas áreas definidas como estratégicas para este território, coo sejam o Turismo Gastronómico, de Saúde e Bem-Estar, assim como o Turismo de Natureza e o Turismo Cultural, onde se integra este grandioso Festival das Camélias de Monchique.”

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