Espinho, Sociedade

Projeto para Alameda 8 foi apresentado à população em Espinho

apres_al8_250_157572746156cc43fe9fdfbO Presidente da Câmara de Espinho apresentou ontem à comunidade, em sessão no auditório do C.Multimeios, o projeto de requalificação da chamada Alameda 8, espaço de 100.000 metros quadrados que, após o enterramento da linha férrea, deverá transformar-se na “sala de visitas” da cidade.

O projeto para a zona que aguarda intervenção urbanística desde 2008 está orçamentado em 8,25 milhões de euros e metade desse valor está já assegurado por verbas do Turismo de Portugal afetas à concessão do casino local, ficando depois por candidatar os restantes 50% a fundos comunitários do programa Portugal 2020.

“Este projeto quer transformar a Alameda 8 na sala de visitas de Espinho e vai ser uma obra marcante, não apenas para quem é da cidade e para quem nos visita, mas também para toda a região Norte”, declarou o autarca à Lusa.

“Respeita a matriz do concurso de ideias internacional realizado em 2008 para encontrar soluções para o espaço libertado pelo enterramento da linha férrea, mas foi atualizado e adaptado com materiais mais inovadores para corresponder às exigências dos tempos de hoje”, acrescentou.

Pinto Moreira acredita que o conceito desenvolvido pelo arquiteto português Rui Lacerda e pelo espanhol Francisco Mangado tem, aliás, potencial para “ser candidato a prémios de arquitetura urbanística”, pela forma como “respeita a matriz urbana da cidade e cria espaços lúdicos para passear, brincar, jogar e assistir a concertos”.

“A alameda será, de facto, um espaço polivalente ao ar livre”, realça o Presidente da Câmara. “A intervenção será concretizada de forma faseada, para evitar ao máximo que os inconvenientes das obras prejudiquem residentes ou comerciantes, mas não tenho a mais pequena dúvida de que o projeto será muito bem recebido, tanto pelos cidadãos como pelos empresários privados”, afirma.

Para o arquiteto Rui Lacerda, a empreitada anunciada para a alameda “vai mudar completamente tudo o que lá existe hoje”, até porque, desde que a Linha do Norte passou a subterrânea, “as únicas intervenções verificadas no local foram a pavimentação do piso e pouco mais”.

Agora, a zona “vai transformar-se na grande sala de estar da cidade e devolver à população um espaço que ela poderá usar em seu benefício”.

Para isso contribuirão três elementos estruturantes com capacidade que conferir ao local “uma nova contemporaneidade”: uma ponte pedonal no extremo norte da alameda, “a afirmar-se como porta de entrada na cidade”; um edifício paralelo à estação de comboios, que deverá “acolher o posto de turismo de Espinho”; e uma pala edificada no extremo sul da zona intervencionada, a funcionar como “palco aberto ou coberto para espetáculos, feiras e outros eventos – deslocalizando o centro de atividade do usufruto público para uma área mais afastada do casino”.

Ciclovias, percursos pedonais e zonas de estar são outros recursos anunciados para a alameda e irão harmonizar-se com espaços verdes, para “favorecer o usufruto do espaço por parte das pessoas – num espírito de convívio, divertimento e troca – e estimular também o comércio tradicional da envolvente”.

Os concursos públicos para adjudicação da obra deverão ser lançados em abril, no que o objetivo de Pinto Moreira é que, “logo após o verão, a Câmara já tenha o visto do Tribunal de Contas para arrancar com os trabalhos”. Depois disso, o prazo de execução do projeto será de 18 meses, pelo que a nova alameda deverá apresentar-se concluída no início de 2018.

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