Póvoa de Varzim, Sociedade

Póvoa de Varzim evocou Jaime Azinheira

Póvoa de Varzim evocou Jaime AzinheiraO Município da Póvoa de Varzim prestou homenagem ao escultor e professor Jaime Azinheira, falecido no passado dia 4 de janeiro.

A cerimónia decorreu esta tarde, 6 de janeiro, junto ao Monumento de Evocação da Lota – Homenagem às Mulheres do Mar, da sua autoria, inaugurado em 1997, na Avenida dos Descobrimentos.

O Presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, acompanhado de familiares de Jaime Azinheira, depositou uma coroa de flores no monumento para, simbolicamente, homenagear o seu criador. Veja a fotogaleria.

O edil transmitiu que “Município entendeu que era oportuno, naquela que é uma das peças de arte mais emblemáticas da nossa cidade, e feita por Jaime Azinheira, fazer uma singela homenagem para lembrar a todos os poveiros que o Jaime Azinheira está eternamente ligado à Póvoa de Varzim”, acrescentando que “a família também quis associar-se a este ato”.

Aires Pereira considera que “é importante para todos saberem que o Jaime Azinheira tem, na Póvoa, uma obra tão relevante como esta que representa a força das mulheres que vendiam peixe na nossa cidade”. Poderá ainda ler a Evocação do Presidente da Câmara Municipal a Jaime Azinheira.

Os familiares mostraram-se bastante “emocionados” e “agradecidos” pelo reconhecimento da autarquia poveira.

Estiveram também presentes nesta homenagem o Vice-Presidente, Luís Diamantino, os Vereadores Andrea Silva e Ricardo Zamith, e o Presidente da Assembleia Municipal, Afonso Pinhão Ferreira.

Na altura em que elaborou a escultura, Jaime Azinheira referiu-se a estas mulheres como “vividas e esplêndidas berrando, gesticulando, mangas arregaçadas, “os troncos varonis” cingidos nas blusas de flanela, opulentas, Valquírias, os cabelos doirados pelo sol da manhã, ornados de escamas de prata. Faltava apenas dar-lhes o lugar que há muito merecem: a tribuna onde doravante ficarão como Guardiãs do Porto exercendo o seu comércio e anelando o horizonte de Penélope.”

Deixo-o com um extrato d’Os Pescadores (1923) de Raul Brandão, gravado no monumento: “Eternas sacrificadas, tiram-no à boca para aparelhar o cesto dos homens: vendem, carregam as redes, lavam-nas, sem um fio enxuto no corpo, metem o ombro aos barcos para os deitar ao mar. Acabada a pesca, todo o trabalho cabe à mulher, que fabrica a graxa, que trata dos filhos, que faz redes, as lava e as conserta, e que vai vender por esses caminhos fora.”

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