Cultura, Educação, Estremoz

Estremoz recebe prémio Ibero-Americano de Educação e Museus

image002 (18)O projeto “Bonecos das Maltezas; títeres de Ciência” obteve o 3º lugar do “VI Prémio Ibero-Americano de Educação e Museus” na Categoria II – “projetos em fase de elaboração e/ou planeamento”.

A concurso estiveram 147 projetos, provenientes de 12 países e o Centro de Ciência Viva de Estremoz venceu o 3º lugar: “Bonecos das Maltezas; Títeres de Ciência” / Centro Ciência Viva de Estremoz (Portugal), estando descrito no site “Ibermuseus” como “A ação utiliza uma técnica multidisciplinar que une arte popular e tecnologia para transmitir conhecimentos científicos a professores e estudantes. A proposta é que eles aprendam com personalidades como Aristóteles, Ptolomeu, Newton e Galileu, representados por marionetes de madeira. O conteúdo é dividido em três diferentes (porém complementares) eixos: “Autos de Ciência”, “Auto do Universo” e “Auto da Evolução”, o que potencializa os resultados de aprendizado. Além das apresentações, o projeto prevê a utilização de curtas-metragens, livros, e equipamentos tecnológicos para apostar na inovação e descentralização da oferta cultural.”

O Centro Ciência Viva de Estremoz desenvolveu os Bonecos das Maltezas tendo-se inspirado no modelo dos célebres Bonecos de Santo Aleixo, que em 1980 foram tirados do esquecimento pelo CENDREV, centro de ação teatral de Évora, que até hoje dinamiza este importante património cultural do Alto Alentejo.

À semelhança dos bonecos tradicionais, nos Bonecos das Maltezas a forma de comunicação privilegiada são os autos, espetáculos normalmente de curta duração sobre um tema específico.

Os Bonecos das Maltezas foram construídos de raiz, por Ana Alves, seguindo as técnicas e os materiais utilizados desde sempre pelos titereiros originais. Estes preciosos conhecimentos foram transmitidos pelo Mestre Rolo, célebre pela sua arte e por ter recreado os bonecos tradicionais. Este projeto não teria sido possível sem o estreito cruzamento de saberes e competências entre o Centro Ciência Viva de Estremoz e a Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, em especial através do Instituto de Ciências da Terra.

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