Estarreja, Sociedade

“Chegou o momento de vivermos o Carnaval de 2016” – Estarreja

Carnaval_ Cover 01Uma marca de Estarreja, um fator de atratividade turística, uma alavanca do desenvolvimento local. Por estes e por outros motivos, o Carnaval de Estarreja é assumido como um dos eventos âncora do Município de Estarreja. Câmara Municipal e Associação do Carnaval formalizaram esta tarde no Cine-Teatro Municipal a parceria que estabelece a coorganização do evento.

O contrato programa assinado pelo Presidente da Câmara Municipal, Diamantino Sabina, pelo Presidente da Associação do Carnaval (ACE), Pedro Mendes, e pelo seu Tesoureiro Paulo Tavares, garante meios financeiros, logísticos e humanos imprescindíveis para uma boa organização do principal cartaz turístico do concelho.

Conforme referiu o Vereador da Cultura, João Alegria, este “é o início formal do Carnaval de 2016”, estando reunidos todos os ingredientes para mais uma edição memorável. O autarca especificou as inovações deste documento que estende os termos da parceria ao Troféu Nacional de Samba, a realizar no verão, indo de encontro à estratégia cultural do Município assente “num conjunto de ações integradas e integradoras”. Este ano, a parceria estabelecida “acomoda todos os eventos” relacionados com a programação do Carnaval.

 

O maior carnaval infantil

Os corsos infantil e adulto contam com a participação de mais de dois milhares de figurantes, evidenciando a força deste evento na comunidade, capaz de mobilizar diferentes agentes locais. Para João Alegria, estão “garantidos os meios para que o Carnaval em todos os seus eventos decorra de forma muito significativa e com todas as condições”.

A crescer e a “envolver os mais novos”, como fez questão de salientar João Alegria, é de salientar a pujança do desfile infantil, organizado pela Câmara Municipal, que será “o maior dos últimos tempos”, estando já confirmados 14 grupos.

 

Festa de 31 de janeiro a 9 de fevereiro

31 de janeiro, domingo magro, será portanto dia de folia para mais de um milhar de crianças, abrindo a programação oficial do evento na Praça Francisco Barbosa onde aliás se centrarão os festejos.

O presidente da ACE deu a conhecer as outras principais datas da próxima edição: as tradicionais Marchas Luminosas a 3 de fevereiro, quarta-feira; Desfile noturno das 5 escolas de samba no dia 5, sexta-feira; e os principais Corsos com a presença de 5 escolas de samba e 8 grupos de folia (incluindo um novo grupo que se estreia em 2016), nos dias 7 e 9, domingo-gordo e terça-feira de Carnaval respetivamente. “Boa disposição, cor, ritmo, sensualidade e essencialmente muita imaginação” caracterizam este movimento inato concelhio, vivido por milhares de estarrejenses, sugeriu Pedro Mendes que prometeu um “espetáculo cada vez melhor”.

Antes do programa oficial, as festas de apresentação dos sambas-enredo das cinco escolas de samba terão início no dia a seguir ao Natal, a 26 de dezembro, mas escusado será dizer que nesta altura, nas sedes dos grupos já se vive a azáfama do entrudo, estando em curso os preparativos para a festa de fevereiro.

 

Viver 2016 com os olhos postos no futuro

“Chegou o momento de vivermos o Carnaval de 2016”, disse o presidente da Câmara Municipal salientando que Estarreja tem “um produto muito bom”. Em simultâneo lançou um desafio. “Podemos dar passos positivos para evoluir ainda muito mais. Estamos a procurar (re)pensar o nosso Carnaval para vermos que passos são esses. É essencial que todos queiramos evoluir”. Ainda sem revelar mais detalhes sobre as mudanças que poderão surgir no futuro, mencionou a necessária aposta na “sustentabilidade do Carnaval” combatendo a subsidiodependência.

Para 2016 o apoio financeiro da CME totaliza os 90.860,00 €, distribuídos da seguinte maneira: 78.860,00 € destinados à organização da edição de 2016 do Carnaval e 12 mil € para o Troféu Nacional. O orçamento do próximo Carnaval de Estarreja será de 185 mil €.

Durante a sessão foi apresentada a imagem da edição do Carnaval de 2016, que volta a apostar nos protagonistas do entrudo estarrejense, ou seja, os grupos desfilantes que dão vida, corpo e alma a esta enraizada manifestação cultural.

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