Póvoa de Lanhoso, Sociedade

Milhares acorreram à Feira Maria da Fonte na Póvoa de Lanhoso

Homenagem a Maria da Fonte 1Terminaram da melhor forma as comemorações do Dia do Concelho da Póvoa de Lanhoso, sendo de considerar que foi um sucesso a realização da primeira Feira Tradicional Maria da Fonte. Fica a promessa de novas edições.

Milhares de pessoas acorreram, durante o dia 27 de setembro, à Praça Eng. Armando Rodrigues, na Vila, palco central para um conjunto de propostas que envolveu desde recriações históricas à mostra de artes e ofícios “da época”.

Esta I Feira Tradicional teve o mérito de envolver Juntas de Freguesia, coletividades e população, que trabalharam em conjunto com os colaboradores da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso para dar a conhecer e valorizar a nossa história, em particular, a que se refere à revolta da Maria da Fonte.

“Está aqui muita gente, porque as pessoas se identificam com a Maria da Fonte, a Maria da Fonte é nossa, só nós temos a Maria da Fonte”, referia Fernando Ferreira, um dos muitos povoenses que se deslocou à Praça na tarde de ontem para assistir à recriação da revolta e da prisão de Josefa Caetana assim como à homenagem final à heroína Povoense, já no Jardim António Lopes. Aí foi com emoção que muitas das pessoas presentes acompanharam o conhecido Hino da Maria da Fonte, interpretado por Cristiana Costa Fernandes, de 19 anos, e por Henrique Gonçalves, 16 anos, ao violino, ambos de Sobradelo da Goma.

O bom tempo ajudou. A Feira começou com um desfile etnográfico que percorreu as principais artérias da vila. Esta foi uma oportunidade para as pessoas procurarem em seus pertences objetos como foices e sacholas, ferros a carvão, balanças e pesos, potes, brinquedos, etc. e para os colocarem em exposição para os transeuntes reverem ou conhecerem. Durante o dia, houve ainda uma desfolhada, uma malhada e uma vindima, sendo que os visitantes puderam passar pelas tabernas e participar em jogos tradicionais como a malha, o lencinho, a macaca, e outros, tudo acompanhado pelas atuações que foram acontecendo dos ranchos folclóricos locais. Perto de 20 ofícios, como os de taberneiro, ferreiro, barbeiro, sapateiro, pedreiro, alfaiate, ourives, cesteiro, pintor, tecedeira, doceira e escrivão assim como atividades relacionadas com a matança do porco e o ciclo do linho, para dar alguns exemplos, estiveram representados.

As recriações históricas, a cargo da União de Freguesias de Fontarcada e Oliveira e da Junta de Freguesia de Galegos contaram com cerca de 60 participantes; os jogos tradicionais foram dinamizados pelo núcleo de escuteiros da Póvoa de Lanhoso e pela Junta de Freguesia de Covelas; os ofícios tradicionais foram apresentados por Centros de Convívio do Concelho, Juntas de Freguesia (Lanhoso, Travassos, Garfe, Ferreiros, Rendufinho, Taíde, Serzedelo, Geraz do Minho, Santo Emilião); União de Freguesias de Fontarcada e Oliveira e União de Freguesias de Calvos e Frades; Real Confraria de Nossa Senhora de Porto D’Ave; Centro Teresiano de Verim; e Associação de Artesãos da Região do Minho. A praça de restauração esteve a cargo de Centro Social e Paroquial de Calvos, da União de Freguesias de Águas Santas e Moure; do Agrupamento de Escuteiros de São João de Rei; da Junta de Freguesia de Sobradelo da Goma; e do Sport Club Maria da Fonte.

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