Celorico de Basto, Cultura

Centro Cultural inaugurado oficialmente em Celorico de Basto

_DSC6061A cerimónia de inauguração do Centro Cultural, novo equipamento da Biblioteca Municipal Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, decorreu no dia 25 de julho, dia de município, um dia de afirmação da cultura com a presença do Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro Almeida.

“No dia do município nada como prestar homenagem a uma figura incontornável, a um grande Celoricense, que sempre demonstrou empenho, vontade e determinação em apoiar esta terra, alguém cuja vida ficará gravada nas letras mais sonantes da história deste país, o patrono da nossa Biblioteca, Marcelo Rebelo de Sousa, com a inauguração deste centro Cultural. Foi um longo processo para chegarmos até aqui, em 2001 foi inaugurada a biblioteca, em 2007 o Centro Documental com o espólio do professor Marcelo, numa casa do conhecimento e, agora surgiu a necessidade de uma nova obra, uma obra que acolhesse as atividades culturais com um forte envolvimento da população”, disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva.

O autarca aproveitou a oportunidade de ter o Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional para voltar o reiterar um pedido à muito “exigido” por este município. “As infraestruturas são importantes mas não são o suficiente para o desenvolvimento desta terra. Queremos que esta terra se desenvolva o mais possível. Estamos a crescer ao nível do emprego, da economia com o crescente aumento de parques empresariais precisamos de uma ligação a uma via que permita ter acesso aos transportes, aos mercados às matérias-primas. Estamos a crescer ao nível do turismo por isso precisamos que as pessoas vindas de Espanha tenham a hipótese de chegar mais facilmente a Celorico de Basto, precisamos muito, de forma estruturada, desta ligação à A7, não queremos ficar atrás de outros municípios que têm outras mais-valias e não as sabem aproveitar. Temos feito o possível e o impossível pelo progresso, pelo avanço da economia e pela criação de emprego no nosso concelho”, reforçou.

Joaquim Mota e Silva agradeceu a presença de Manuel Castro Almeida como um “estimulo, uma força, uma energia fundamental para nos sentirmos ainda mais empenhados para fazer mais e melhor pela cultura, pela educação, pela empregabilidade. E assim continuaremos num trabalho coletivo firme e determinado para termos uma comunidade fraterna e feliz”.

O Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional salientou “o respeito e perplexidade com que o país vê esta relação entre o Prof. Marcelo e Celorico de Basto, um homem com sentido de comunidade, de pertença, que valoriza as suas origens, com capacidades que todos reconhecem como professor, académico, politico….”

Em resposta ao autarca celoricense disse estar “a tratar do assunto da ligação à A7. Não se trata de uma promessa politica mas de prestar contas. Na verdade, em reunião com a Comissão Europeia ficou patente que iriamos fazer pequenas ligações sobretudo, para ligar as zonas industriais”.

Manuel Castro Almeida salientou a importância do Portugal 2020 para ajudar as regiões menos desenvolvidas a crescer reforçando a necessidade de ter “comunidades sem gente excluída, marginalizada, com territórios mais coesos e com menos diferenças. O Portugal 2020 tem como prioridade a competitividade, mas não posso deixar de destacar que a área que mais cresceu ao nível de fundos comunitários foi a área da inclusão social. Temos que apostar na capacidade de cada cidadão que é potencialmente um empresário. Se tiver uma boa ideia, um bom plano, os fundos europeus apoiam na sua concretização, uma vez que servem para criar riqueza e emprego”.

O patrono da Biblioteca Municipal, Marcelo Rebelo de Sousa disse que “se há coisas por onde se deve começar é pela Educação e pela Cultura. A ideia de dar a minha biblioteca para Celorico de Basto foi fruto de inspiração momentânea, com a minha família, que sabia sempre de tudo antecipadamente, a ter conhecimento pela televisão”. Um processo de 14 anos recordado desde a ideia da conceção da biblioteca até ao dia de hoje. “Os Celoricenses ultrapassaram as melhores expetativas quanto ao crescimento da biblioteca a quem estou eternamente grato”.

Marcelo Rebelo de Sousa consciente da responsabilidade de cada um não pode deixar de salientar que “o único mérito é estarmos atentos ao que se passa à nossa volta e agir. Os que podem mais devem fazer mais, porque uma comunidade viva é aquela que um maior número faz pequenas coisas que mudam a vida dos outros. É preciso que as pessoas saiam a pensar no que devem fazer para que os seus filhos tenham melhor vida”.

A cerimónia de inauguração contou com várias individualidades como o António Jorge Nunes, Vogal da Comissão Diretiva do programa Operacional (PO) Regional Norte.

Uma ação envolta em cultura com a apresentação do Grupo de Teatro Celoricense com a peça “O Universo dos Irmãos Grimm”, a atuação da Cooperartes e a atuação da Banda de Música de Sta. Tecla.

 

 

 

 

 

Este novo equipamento é um edifício com identidade própria, separado formalmente do existente e que consiga manter com a envolvente mais próxima uma relação direta e funcional adequada, bem como com os espaços exteriores, aproveitando as potencialidades que estes indiciam. Será composto por um só piso, com ligação direta ao piso inferior do centro bibliográfico e documental de modo a manter com este uma relação funcional próxima, designadamente no que respeita aos depósitos e arquivos. A ampliação contempla um auditório, salas para exposições e o alargamento de depósito para 300 mil volumes.

 

A área construída do novo edifício é de 1120,00m2 e o valor de investimento global ronda 1.5 milhões de euros.

 

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