Felgueiras, Sociedade

Construída réplica do chafariz do Mosteiro de Pombeiro em Felgueiras

DSC_2150Numa visita às obras, o presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, Inácio Ribeiro, realçou o facto de esta intervenção se incluir “no programa de recuperação de edifícios, levado a cabo pela autarquia, que envolve um investimento que ronda os 3 milhões de euros” e que contempla a remodelação total de vários edifícios para fins culturais e turísticos, (Auditório da Casa da Cultura da Lixa, Casa da Cultura de Idães, Centro Municipal das Artes Tradicionais, Centro de Divulgação Patrimonial e Cultural).

Estão quase concluídas as obras da réplica da fonte monumental que existiu no pátio do claustro do Mosteiro de Pombeiro até 1896, altura em que foi vendido e translado para Castelo de Paiva, em virtude do ambiente vivido com a extinção das ordens religiosas e das alterações políticas verificadas na altura no país.

O verdadeiro chafariz foi construído no início do século XVIII, em 1702, durante a gestão do mosteiro pelo Padre Frei Lourenço Pereira, com a introdução de obras do estilo maneirista nos claustros. De facto, ao fim de 194 anos, o chafariz acabou por ser vendido ao 1.º Conde de Castelo de Paiva, para a Quinta da Boavista, daquele concelho.

A réplica que está ser construída é uma cópia fiel da obra original: o conjunto, na ordem dos 10 metros de altura e todo construído em pedra de cantaria, é constituído por um tanque de 8,23 m de diâmetro exterior; uma primeira taça de 3,3 metros de diâmetro, decorada com seis máscaras; uma segunda taça, com 2,12 metros de diâmetro, com o mesmo número de máscaras; e um pináculo, no qual se sobrepõem dois capitéis, rematados por uma taça. Em volta do chafariz predomina a decoração vegetalista. O circuito de água realiza-se em posição vertical desde a base, verte-se numa pequena pia através de seis bicas em forma de anjos alados e desce em cascata.

Esta obra é comparticipada pelo ON2 em 85% sobre o montante de € 189.900,00 (valor elegível).

Trata-se de uma operação candidatada ao domínio “Património Cultural”, integrado no Objetivo Especifico “Qualificação dos Serviços Coletivos Territoriais de Proximidade” do Eixo Prioritário III “Valorização e Qualificação Ambiental e Territorial” do programa Operacional do Norte – ON.2 – O NOVO NORTE, que visa restituir a este monumento nacional, um dos 21 elementos patrimoniais que constituem a Rota do Românico do Vale do Sousa, o jardim do seu claustro oitocentista.

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