Póvoa de Varzim, Sociedade

Tempo de celebrar a Póvoa querida!

Tempo de celebrar a Póvoa querida!A 16 de junho assinala-se o Dia da Cidade da Póvoa de Varzim. É a celebração do 42º aniversário da elevação ao estatuto de cidade deste município que se assume como criativo, ambicioso e amigo das pessoas. É, pois, altura de celebrar a Póvoa, terra querida…

A cerimónia oficial do Dia da Cidade decorreu no Cine-Teatro Garrett, esta terça-feira, pelas 19h00, numa elevação da municipalidade, da cidadania, do trabalho e da dignificação do “ser poveiro”, com a entrega das medalhas de Reconhecimento Poveiro (Grau Prata) à empresa RCM Etiquetas, fundada e dirigida por Rodrigo Moça, e de Cidadão Poveiro ao Padre José Gonçalves e à D. Cremilde Celeste Oliveira Vidal.

A sessão solene decorreu num palco dominado pela cor azul, em que os homenageados e representantes do município permaneceram em contacto próximo com o público numa troca de palavras emotivas e de desafio à reflexão sobre a evolução da comunidade poveira e da sociedade em geral. Veja fotogaleria.

O Presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, aproveitou o momento de reflexão associado ao dia em que se celebra a elevação a cidade, para dar conta do compromisso com os poveiros, assumido aquando da sua eleição em setembro de 2013, e perspetivando novos patamares de crescimento.

O compromisso assumido com os poveiros é levado muito a sério pelo Presidente, que anunciou, no seu discurso, a inauguração, no próximo dia 28 de junho, de seis relvados sintéticos de futebol nas freguesias, metade dos prometidos. Também a política fiscal amiga das famílias vai continuar, garantiu Aires Pereira.

Nesta análise de “sonhos”, o Presidente sublinhou que alguns já estão mais próximos da “realidade”: “É o caso, por exemplo, da recente aquisição do edifício que foi sede da “Linhares”,  que concretizará o velho sonho de, além de concentrar serviços municipais até agora dispersos, oferecer aos utentes do Metro um condigno e seguro acesso à sala de visitas da cidade”. Esta obra veio juntar-se à da antiga fábrica de conservas “A Poveira” (onde nascerá o Centro de Memória do Mar) e à reabilitação da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, que dentro de dias se abrirá à nova vocação de espaço de animação cultural e gastronómica. Os projetos serão concretizados nos próximos dois anos.

António José Costa, elemento da equipa da RCM Etiquetas, fez a apresentação da empresa homenageada, recordando que esta começou apenas com uma máquina e com esforço próprio do fundador, Rodrigo Moça, ajudado pela sua esposa e sócia, Aurora Cardoso, e que foi crescendo com o objetivo de alcançar o sonho – um negócio próprio sustentável. Atualmente, a RCM já conta com 45 colaboradores e uma rede de clientes admirável.

Para Rodrigo Moça a homenagem “é uma honra e uma responsabilidade acrescida. É um reconhecimento de 25 anos de trabalho e dedicação”. O fundador da RCM Etiquetas agradeceu a toda a equipa da empresa e à sua família, em especial à esposa pelo companheirismo na vida e no trabalho. Terminou dizendo: “tenho orgulho em ser poveiro!”

A medalha de Cidadã Poveira foi entregue à D. Cremilde Celeste Oliveira Vidal, depois da apresentação da antiga professora da escola do Grémio pelo antigo aluno José Maria Martins de Campos, que sublinhou o ensinamento deixado a todos pela antiga docente: “as vitórias sabem sempre melhor quando lutamos por elas”.

A D. Cremilde Vidal lecionou na Escola do Grémio da Póvoa de Varzim entre 1942 e 1958 e pelas suas aulas passaram 750 alunos. A professora teve de se ausentar da cidade por razões de saúde em 1958, mas continuou a nutrir os contactos com antigos alunos, demonstrando sempre o desgosto que tinha por não viver na Póvoa de Varzim. Assim, aos 96 anos, tal como reconheceu Aires Pereira, “afetivamente, esta senhora é uma cidadã da Póvoa de Varzim”.

Para agradecer a homenagem, a professora escreveu um poema, lido pelo antigo aluno, em que sublinhava as saudades da cidade e dos alunos, terminando com a carinhosa frase “tenho-vos no coração!”

O Padre José Gonçalves foi apresentado pelo colaborador de cerca de 40 anos na Paróquia de S. José de Ribamar, António Manuel Oliveira, que sublinhou as caraterísticas humanas do sacerdote. Ele marcou a Paróquia, para além de toda a obra física reconhecida por todos, acima de tudo por ter sabido “acolher as famílias nos seus momentos mais marcantes”.

O Padre José Gonçalves foi o autor de um discursos mais emotivos da sessão, conseguindo delinear em breves palavras o crescimento e desenvolvimento do município, uma cidade e freguesias que começaram por nascer pobres, mas que se desenvolveram “fruto do trabalho dos homens do mar e das mulheres da praia, fruto do suor dos homens da terra, a Póvoa de Varzim cresceu a pulso”.

O Padre José Gonçalves não deixou de enaltecer ainda o trabalho e empenho dos dirigentes do poder local, que orientaram e souberam motivar a população para o desenvolvimento desta terra: “o segredo do desenvolvimento está na população e nos seus líderes”.

José Gonçalves fez questão de recordar o irmão, “companheiro da mesma seara durante 21 anos”, lendo uma elegia intitulada “Quando eu fechar os olhos”.

Afonso Pinhão Ferreira, Presidente da Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim, salientou, na sua alocução, o papel do cidadão numa sociedade cada vez mais dominada pela evolução tecnológica, que propicia o “egoísmo e mundanismo”, a par do trabalho do município nas respostas sociais.

Afonso Pinhão Ferreira deixou o apelo: “peço que, na nossa comunidade, combatamos o isolamento, participando na vida associativa e nos eventos do município”.

A sessão solene encerrou com o “Hino da Póvoa de Varzim” interpretado pelo Coro Capela Marta.

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