Cultura, Évora

40 anos da Descentralização Cultural em Évora

Teatro Garcia de Resende_3Nas cerimónias do Dia do Município de Évora, que terão lugar no próximo dia 29 de junho, segunda-feira, a Câmara Municipal de Évora vai comemorar a Descentralização Cultural, assinalando os 40 anos do início deste processo desencadeado no pós revolução de Abril de 1974.

A criação do Centro Cultural de Évora, em 11 de janeiro de 1975, marcou o início do processo que em 1990 afirmou o CENDREV-Centro Dramático de Évora.

A sessão comemorativa dos 40 anos da descentralização cultural vai decorrer no Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende, às 11h00 do dia da Cidade. Antes desta sessão, às 9h 00, será hasteada a Bandeira do Município nos Paços do Concelho, na presença da Fanfarra dos Bombeiros, e às 10h00, terá lugar o descerramento da placa toponímica no Largo Maria Auxiliadora.

A descentralização foi um dos “motores” mais relevantes da democracia cultural, pilar do desenvolvimento do interior do país, pela democratização do acesso à Cultura e pelo exercício efectivo dos direitos à criação e fruição culturais, expressos na Constituição de Abril.

Em Évora, o ator e encenador Mário Barradas ficará para sempre associado a este processo, e em particular à descentralização teatral. Com a fundação do Centro Cultural de Évora, um projeto pioneiro de descentralização e de democratização da cultura no nosso país, Mário Barradas concretizou um sonho que estruturou ao longo de vários anos e de muitos contactos desenvolvidos em Portugal, na Europa e em África.

Évora foi eleita por Mário Barradas entre várias outras cidades, porque aqui encontrou uma identidade histórica aliada a um forte associativismo, que garantiam os alicerces de que necessitava para concretizar o projeto da descentralização, à semelhança do que tinha conhecido noutros teatros na Europa. A partir de então, Évora serviu como exemplo para outras cidades portuguesas, e como impulso inspirador das primeiras estruturas de teatro profissional.

Hoje, passados 40 anos, O CENDREV-Centro Dramático de Évora, continua a cumprir a missão delineada pelos seus fundadores e o papel polarizador da descentralização teatral. Para além da criação artística, da formação, e da gestão do centenário Teatro Garcia de Resende, é uma estrutura teatral de referência que integra uma companhia de repertório.

A valorização e preservação dos famosos Bonecos de Santo Aleixo – património da comunidade, motivador da BIME-Bienal de Internacional de Marionetas de Évora – são assumidas pelo CENDREV como projeto estruturante. A prestação de serviço público, que vai até às escolas e às comunidades rurais, é outra das dimensões deste processo de descentralização cultural que se pretende relevar no dia do Município.

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