Educação, Oliveira de Azeméis, Sociedade

Escolas marcam forte presença no Mercado à Moda Antiga em Oliveira de Azeméis

KR5_7962Oliveira de Azeméis recria este sábado e domingo o seu Mercado à Moda Antiga e, entre 1800 figurantes de 82 coletividades, mais de 400 são pais, professores ou estudantes procurando reunir verbas para a atividade das suas escolas.

O evento recria o mercado que tinha lugar no centro da cidade no final do século XIX e, na sua 19.ª edição, são 19 as associações que participam na iniciativa em representação de escolas de diferentes graus de ensino.

Cristina Figueiredo é a presidente da Associação de Pais da Escola Básica da Fonte Joana e, reconhecendo que essa “tem a fama de ser a mais dinâmica” do Mercado, explicou à Lusa o que leva cerca de 20 pais da estrutura a participarem há quatro anos no evento: “O nosso objetivo é sempre angariar fundos para as atividades da escola e, no ano passado, foi com o que ganhámos aqui que construímos um coberto novo no edifício”.

A obra custou cerca de 10.000 euros e também contou com o apoio financeiro da autarquia e da Junta de Freguesia locais, mas Cristina Figueiredo diz que em cada edição do Mercado a associação “faz sempre 3.000 a 4.000 euros de lucro”, depois de já recuperado o investimento inicial em tecidos, madeiras, alimentos para venda ao público, etc.

“Claro que também fazemos isto porque gostamos de contribuir para o desenvolvimento da nossa cidade”, realça a presidente da estrutura. “Tem-nos corrido bem porque nesta associação de pais somos realmente uma associação de amigos e, considerando que já estamos há três meses a trabalhar na costura, na carpintaria e no ‘bricolage’ para a decoração, isso ajuda a levar as coisas”, realça.

O truque para atrair o público, por sua vez, é “elevar a fasquia todos os anos” e, nesta edição, os pais da Escola Fonte Joana apostam no ambiente de uma casa de fados, com música ao vivo e iguarias confecionadas na hora. “Quando nos esmeramos, também puxamos pelos outros e é por isso que o Mercado tem cada vez mais visitantes de fora do concelho, muitos deles do Porto”, nota Cristina Figueiredo.

Uma entidade que se estreia no Mercado este ano é a Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa, cujo presidente pretende angariar receita para iniciativas académicas como a semana de receção ao caloiro e a Queima das Fitas.

“A grandeza do evento justifica porque ele tem vindo a ganhar muita dimensão, sobretudo no distrito de Aveiro”, argumenta Vítor Valente. “Ao participar estamos a divulgar a nossa associação académica e a própria escola, ao mesmo tempo que convivemos uns com os outros e ainda reunimos verbas para a nossa atividade”, acrescenta.

Bolo para o catarro e bagaço de adrenalina são algumas das iguarias esperadas na tasquinha dessa associação, onde alunos e pessoal docente e não docente se irão apresentar vestidos à época. “Mas como há 100 anos só havia enfermeiras mulheres, para elas encomendámos roupa a rigor, com saia rodada ate aos pés, camisa branca e bandolete na cabeça, enquanto eles só vão ter um avental com a cruz vermelha”, antecipa o estudante.

Para Hermínio Loureiro, presidente da Câmara Municipal, o envolvimento de pais e estudantes no Mercado “cria na comunidade escolar um espírito fantástico que só pode ser positivo para o ensino”. Ajuda a refletir “não só a identidade e a história do concelho, mas também a capacidade mobilizadora do movimento associativo local”.

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