Educação, Póvoa de Lanhoso

Serviços Educativos enriquecem conhecimentos dos mais novos na Póvoa de Lanhoso

Teatro de Sombras na EBI do Ave 1Afinal, o que é o amor? É deste tema que trata a obra “Queres namorar comigo?” de João Ricardo, que os Serviços Educativos da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso estão a levar até às escolas do concelho, através de Teatro de Sombras. Esta proposta, que conta a história de uma girafa e de um caracol, já chegou até cerca de 600 crianças e a aceitação tem sido tão boa que se prepara nova passagem pelos estabelecimentos de ensino com o primeiro ciclo.

A encenação desta história surge, mais uma vez, como proposta dos Serviços Educativos, no âmbito da parceria existente com o SABE (Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares), inserida nas dinâmicas de desenvolvimento intencional das literacias e da construção de bons hábitos de leitura, junto dos mais novos.

Os Serviços Educativos envolvem os recursos da Casa da Botica, através da Biblioteca Infantil; do Theatro Club; e do Castelo de Lanhoso. O objetivo principal é “desafiar a comunidade escolar a embrenhar-se naquilo que é a atividade da Câmara Municipal, dando a conhecer não só o nosso património, o nosso Castelo que é a principal referência em termos monumentais do concelho, mas também todo um conjunto de atividades que se desenrolam quer no Theatro Club quer na Casa da Botica”, explica o Vereador para a Cultura, Armando Fernandes, após ter assistido a uma das apresentações na EBI do Ave. “O nosso objetivo é que as crianças cheguem ao quarto ano a conhecer estes espaços e toda a atividade que promovemos e desenvolvemos à volta deles”, clarifica ainda.

 

Público-alvo são as crianças.

O público-alvo deste trabalho são, portanto, as crianças, desde o pré-escolar até ao quarto ano “que é uma idade mais sensível, é a idade do conhecimento e da tomada de consciência daquilo que os rodeia e é nessa fase que as crianças estão mais disponíveis para absorver informações, que para nós é importante transmitir, através dos Serviços Educativos, para além daquilo que são os nossos valores culturais e a nossa história”.

O trabalho desenvolve-se também com os utentes mais jovens de IPSS’s e com crianças carenciadas e estratos sociais mais desfavorecidos. “É importante que a cultura seja um veículo de transmissão da solidariedade que nos deve unir a todos, em todas as áreas”, afirma o Vereador.

 

Abertura para articular propostas.

As atividades propostas são desenvolvidas nas próprias escolas e nos próprios espaços do município. “A Cultura é sempre uma estrada com dois sentidos e, se nós estamos disponíveis para levar cultura às escolas, também pedimos a disponibilidade das escolas para nos visitarem, para virem conhecer estes espaços. É mais fácil os meninos das escolas virem visitar o Castelo e proporcionar-lhes nesses espaços momentos de aprendizagem e de fruição, que possam também levar com eles”, considera Armando Fernandes. “Verificamos que, quando as crianças entram quer no Castelo quer no Theatro Club, ficam deslumbradas. Muitas delas tomam contacto pela primeira vez com estes dois locais emblemáticos do nosso concelho”. O Castelo é um local que é obrigatório visitar. “Temos a preocupação de fomentar junto da comunidade escolar visitas guiadas ao Castelo e as crianças não pagam nada. As portas desses locais estão permanentemente abertas para a comunidade escolar e isso para nós é extremamente importante”.

Estão já a ser trabalhados alguns temas em articulação com as solicitações das escolas. “A nossa abertura para acolher sugestões da comunidade escolar é total. É evidente que também temos iniciativa, mas acolhemos e analisamos sugestões que venham por parte dos parceiros, escolas, IPSS’s”, refere Armando Fernandes.

 

Aproximação à comunidade escolar.

Os Serviços Educativos surgiram “da necessidade de criar uma via verde entre a Câmara Municipal, na parte cultural, e a comunidade escolar”, refere ainda. “Apercebemo-nos de que a comunidade escolar é o nosso principal público – alvo. Mas havia também uma grande dificuldade de as escolas nos visitarem. Daí criarmos condições para uma relação mais próxima com a comunidade escolar para que possamos contribuir para as respostas que a comunidade escolar precisa e termos parceiros ativos para o desenvolvimento das nossas atividades”, explica Armando Fernandes, sublinhando ainda o facto de a Autarquia dispor de condições para internamente dar essas respostas. “Um exemplo disso é que a peça de teatro a que assistimos, que é feita por duas funcionárias da Câmara, toda a cenografia foi montada pela Câmara, internamente. É uma forma de valorizar os recursos internos da autarquia. Sentirem-se úteis a fazer aquilo que gostam e valorizar e rentabilizar aquilo que fazem”.

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