Cultura, Montijo

Câmara e Forcados Amadores do Montijo lançam livro comemorativo

encerramento comemoracoes forcadosA tauromaquia teve uma tarde em grande no dia 31 de janeiro, no Montijo, com o encerramento das comemorações dos 50 Anos do Grupo de Forcados Amadores de Montijo, que contou com a participação de uma centena de pessoas.

Dos vários eventos programados, destaque para o lançamento do livro comemorativo dos 50 Anos do Grupo. Uma edição da Câmara Municipal do Montijo que, tal como referiu Nuno Canta, presidente da autarquia, é “uma obra que fica para memória futura e que constitui uma oportunidade para o reencontro com as raízes culturais do nosso povo e para homenagear dirigentes, cabos e forcados que ficam na história dos Amadores de Montijo”.

José Cáceres, presidente da Associação do Grupo de Forcados Amadores de Montijo, apresentou a obra como “um retrato da exposição comemorativa dos 50 anos do Grupo” e agradeceu ao presidente da câmara a “boa ideia de editar um livro sobre a exposição como forma de perpetuar a imagem e o historial dos Forcados Amadores de Montijo”.

Previamente à apresentação do livro, José Cáceres e Vasco Lucas, dois experts sobre o mundo da tauromaquia, proporcionaram duas conferências sobre a origem dos forcados e a história da forcadagem montijense.

A conferência de José Cáceres abordou a origem dos forcados, a evolução histórica das pegas, dos recintos tauromáquicos, da formação dos grupos de forcados, entre outros aspetos.

José Cáceres classificou os forcados como “uma criação portuguesa, um símbolo do qual devemos ter orgulho” e relembrou algumas datas essenciais como “a introdução da pega no espetáculo tauromáquico, em 1790, com a inauguração da praça de touros do Campo de Santana ou a embolação dos touros, em 1837, que fez disparar o número de grupos de forcados”.

Por sua vez, Vasco Lucas realizou um percurso pelas datas e nomes mais importantes da forcadagem montijense, destacando nomes como Manuel Jesus Costa Moura ou Júlio Nepomuceno, e a criação dos grupos da Tertúlia Tauromáquica de Montijo e dos Forcados Amadores do Montijo.

Vasco Lucas revelou, ainda, que “em Aldeia Galega, a tauromaquia era com certeza cultivada, porque se assim não fosse não teria existido, paralelamente à concessão do seu Foral, um indulto do Rei Manuel que obrigava a câmara à organização anual de uma tourada para divertimento do povo”.

Uma última nota, para a visita guiada por José Cáceres à exposição sobre o Grupo que esteve patente no Museu Municipal Casa Mora.

 

 

 

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