Cultura, Póvoa de Lanhoso

Comédia quinhentista “1514” inicia itinerância na Póvoa de Lanhoso

Comedia 1514 (4)Após a estreia no passado dia 16 de maio, a peça “1514”, uma comédia quinhentista, vai agora iniciar a itinerância por outros locais dentro e fora do concelho da Póvoa de Lanhoso, dando a conhecer o que de melhor se faz nas Terras de Lanhoso.

 

“Os grandes responsáveis pelo sucesso desta encenação são os trabalhadores/atores do município. Esta peça é o ponto de afirmação da sua capacidade de representação, que é feita com muito profissionalismo”, nota o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.

 

Este espetáculo tem duas particularidades: por um lado, insere-se no vasto programa que assinala as Comemorações dos 500 Anos da Renovação das Cartas de Foral no Concelho da Póvoa de Lanhoso, que o Município assinala durante este ano; por outro lado, nos principais papéis, na produção e encenação encontram-se funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e jovens do nosso concelho.

 

“Esta comédia quinhentista encantou todos aqueles que tiveram oportunidade de assistir à sua estreia. A itinerância é o resultado desse sucesso. Tivemos solicitações de outros municípios para levarmos até eles esta peça de teatro. E vamos começar por Mondim de Basto, já no próximo fim-de-semana”, refere o Vereador para a Cultura, Armando Fernandes. “Também vamos levar esta comédia a algumas freguesias do concelho. Escolhemos quatro locais estratégicos, que poderão concentrar mais pessoas. E a primeira representação, no âmbito dessa itinerância concelhia, será no dia 20 de Julho, em Calvos, no espaço fantástico da carvalha centenária”, salienta ainda aquele responsável.

 

As apresentações agendadas são as seguintes: no dia 7 de junho, pelas 21h30, e no dia 8 de junho, pelas 16h00, em Mondim de Basto; no dia 10 de julho, pelas 22h00, no Anfiteatro do Pontido; e no dia 20 de julho, pelas 18h00, no Centro de Interpretação do Carvalho de Calvos.

 

Tudo se passa na cozinha do Sr. D. Diogo de Castro, homem muito abastado, mandatário das terras de Lanhoso. A sua residência foi a eleita pelo Rei D. Manuel I para receber o anúncio das boas novas e é lá que se realiza a cerimónia de entrega do novo Foral. O Sr. Castro mandou preparar um grande banquete para que nada falte, pois recebe em sua casa a mais alta patente da Realeza de Portugal, naquele que é o momento mais importante da vila de Lanhoso.

 

Ficha Técnica:

 

Encenação: Maíra Ribeiro

Texto: Maíra Ribeiro e R. M. Cruz

Interpretação: Grupo de Teatro dos Funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso (Célia Dias, Cláudia Silva, Luís Esteves, Paula Santos, Sandrina Oliveira) e jovens atores povoenses (Daniel Soares, Inês Matos e Sérgio Araújo)

Cenografia: Departamento de Obras Municipais da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso

Adereços: José Fernando Barbosa Vieira e Isabel Dias

Figurinos: Antonieta Macedo

Responsável Técnico: Francisco Machado, Theatro Club – Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso

Apoio Técnico: Nuno Costa, Theatro Club – Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso

Produção: Theatro Club – Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso

 

Personagens

 

Pêro, o Cozinheiro

O cozinheiro da casa nobre, um homem rude com mau feitio, apologista de “cortes”, descontente com a condição política da vila, do reino e de qualquer sítio que dê o que falar e reclamar. É na cozinha que ele desconta a sua indignação.

 

Jovem Ana, a Muda

A sua chegada é um mistério, supostamente chegou para reforçar a equipa de cozinha, diz-se que vem do Largo do Paço, residência de D. Manuel I. Por ser nova, não é levada em consideração pelas demais serviçais.

 

Mateus, o Tolinho

É um rapaz pacato, que está sempre a levar chapadas da mãe para não comer, mas com ele nada escapa…adora, pão, farinha e tudo a que puder deitar a mão. Encanta-se por Ana e está sempre atrás da jovem. É filho da serviçal Antónia e o protegido de Pêro.

 

Briolangia, a Fogosa, serviçal de sala

É uma serviçal fresca e atiradiça, está sempre com calores e estimula sempre conversas picantes. De vez em quando, atira-se ao cozinheiro, tentando provocar ciúmes à Antónia. Desconfia que Pêro e Antónia tiveram um caso e que o filho dela, Mateus, seja do cozinheiro.

 

Antónia, a Amarga, governanta

É a serviçal mais antiga na casa, é mãe solteira, ninguém sabe quem é o pai de Mateus. Uns coscuvilham que é o Sr. D. Diogo de Castro, mas há também quem pense que é o cozinheiro Pêro. É uma serviçal que acha que sabe tudo, dotada de um humor desgraçado, passa a vida a corrigir os outros, nunca nada está bem feito. O seu passatempo é implicar com o cozinheiro.

 

Isabel, a Crente, serviçal de mesa

A serviçal santinha…muito crente em Deus e tudo o que ouve lhe parece pecado, até olhar para o cozinheiro. Adora ir à missa, mas esconde um grande segredo…ela é apaixonada pelo padre. Acredita piamente que vai para o inferno por isso e, sempre que o padre lhe vem ao pensamento, ela reza fervorosamente o pai-nosso. As outras nunca compreendem o motivo de tanta reza.

 

Violanta, a Feirante

Feirante da vila da Póvoa de Lanhoso, que vende hortaliças na praça. Tem muito apreço pelo Sr. D. Diogo de Castro, ofereceu-se para levar os legumes e ajudar na cozinha no dia da festa, mas tanta dedicação ao Sr. D. Diogo de Castro deixa as outras serviçais com a pulga atrás da orelha.

 

Padre, o Santo

O padre também foi convidado para a festa, luta com o seu interior para não cair em tentação, no meio de tantas “serviçais”.

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