Póvoa de Varzim, Sociedade

Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim celebrou 258 anos

Santa Casa celebrou 258 anosNa passada sexta-feira, 23 de maio, a Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim assinalou o 258º aniversário.

Para além de outras iniciativas, a data foi comemorada com uma conferência sobre

“A Arquitetura no Espaço Sagrado”. A propósito do tema António Jorge Cerejeira Fonte falou sobre a “Capela Árvore da Vida”, que, apesar de ter valido o prémio ArchDaily para edifício religioso em 2011, foi uma “obra que gerou muita polémica”.

O arquiteto contou que “tivemos muitas dificuldades no arranque do projeto. No entanto, com o apoio de muita gente que abriu novas perspetivas em áreas que não dominávamos e recorrendo um pouco à memória, e, depois de amadurecermos as ideias e termos a certeza do caminho a seguir, avançamos”.

Esta Capela em madeira concebida para o Seminário Conciliar de Braga, em 2010, “foi o primeiro projeto que desenvolvemos desde o início da conceção do espaço da arquitetura até ao último objeto, que ainda não está terminado”, transmitiu o arquiteto.

António Jorge Cerejeira Fonte revelou que, “na generalidade, consideram a perspetiva de reconfigurar e de se adaptar, propor, em relação aos edifícios que existem, de carater sagrado, que têm especial importância. Não abrimos mão, num edifício desses, da sua carga histórica. Temos de ponderar, com muito cuidado, até que ponto é necessário demolir ou se abrir mão dele fará sentido ou não”.

A propósito dos 258 anos da instituição, o Provedor da Santa Casa, Vergílio Ferreira, referiu-se ao papel da instituição e apoio prestado à comunidade poveira.

“Os tempos mudaram, mas o homem, na sua essência, é o mesmo nas suas fraquezas físicas e de integração social. Quer isto dizer que o apoio às populações continua a ser necessário, quer na saúde, quer na área social.

A evolução da sociedade obrigou a Santa Casa a adaptar-se aos novos tempos e por isso foi exigida uma certificação de qualidade das duas áreas de atuação: saúde e social.

Hoje, dia de festa da Misericórdia, esta casa tem uma boa prenda: após período de intensa formação interna dos seus trabalhadores, desde finais 2013 até inícios de 2014, tivemos, hoje, a primeira avaliação para a certificação de Cuidados Continuados através de uma entidade americana de renome internacional e o resultado foi muito positivo. Ou seja, a instituição está a prestar bons cuidados na área da saúde. Na área social, esperamos no próximo mês de outubro, obter uma certificação europeia, ficando, assim, todas as valências certificadas.

Entretanto, impõe-se também uma remodelação dos edifícios, estando ainda previsto o alargamento, concorrendo a instituição ao Quadro Comunitário de Apoio. Será uma obra dispendiosa mas a obra necessária para bem servir as pessoas. Estes são os desafios da atual Misericórdia”, transmitiu Vergílio Ferreira.

Luís Diamantino, Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, conotou a conferência de António Jorge Cerejeira Fonte de “uma conversa entre amigos”, salientando o facto de “o arquiteto considerar que as pessoas devem trabalhar não para se promoverem, mas para promoverem a sua obra”.

Sobre a participação do convidado, o autarca destacou “a simplicidade como nos mostrou a sua obra, toda a simbologia que veste esta obra, sobretudo, o saber ouvir. Falou sempre em quem o ensinou, parece que a obra foi construída a muitas mãos e o facto de terem ouvido também os alunos do seminário, é isto que faz a obra, a Árvore da Vida”.

Luís Diamantino manifestou agrado na opinião de António Jorge Cerejeira Fonte sobre a cultura, “que as pessoas põem sempre em último lugar, não enche barriga, mas dá-nos força, enche-nos a alma”.

O Vice-Presidente deixou ainda algumas palavras ao Provedor da Santa Casa congratulando-o pela obtenção de “um certificado de qualidade de uma casa como esta, a qualidade dos seus profissionais, que conheço, a paciência, a delicadeza”.

Luís Diamantino reconheceu que “é importante abraçar desafios. Há um novo QREN a cair e temos que estar atentos para não devolver verbas. Em nome da Câmara Municipal, pode ter a certeza que, tendo a candidatura pronta e aprovada, a câmara vai apoiar com uma percentagem, o projeto para o qual lançarem essa candidatura”.

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