Marinha Grande, Sociedade

Reabilitação urbana do centro da Marinha Grande

A Câmara Municipal da Marinha Grande aprovou, na sua reunião de 6 de março, o início do processo formal de delimitação da ARU – Área de Reabilitação Urbana através de instrumento próprio para a reabilitação urbana do Centro da Marinha Grande, optando pela realização de uma Operação de Reabilitação Urbana simples.

Esta opção decorre, em grande medida, da constatação do trabalho de reabilitação já realizado em diversos edifícios públicos e privados, bem como os avultados investimentos na requalificação de espaços públicos realizados na última década pela Câmara Municipal.

Este trabalho, de há vários anos, tornou possível o desenvolvimento e conclusão de muitas intervenções no domínio da reabilitação urbana, evidenciando-se, neste momento, como prioritária a reabilitação do edificado.

A operação de reabilitação urbana simples “dirige-se primacialmente à reabilitação do edificado, num quadro articulado de coordenação e apoio da respetiva execução” (art.º 8.º do RJRU) não obsta a que se atinjam resultados de atuação mais alargados e integradores, por cumulação com componentes do tecido urbano já reabilitado (infra-estruturas, equipamentos, espaços verdes e urbanos de utilização coletiva, etc.).

A reabilitação urbana pretendida terá de resultar do envolvimento de todos os que consideram esta área como um espaço de oportunidades para habitar, visitar ou desenvolver as suas atividades económicas, desafiando os atores locais a trazer para o centro, atividades (comércio e serviços) que com ele podem coexistir, valorizando novas formas de habitar, trabalhar ou aprender.

Valorização do património

A requalificação urbana deve antes de mais, ser encarada como um desafio e como uma oportunidade, e no caso concreto da Marinha Grande, como uma oportunidade para o seu Centro Tradicional.

A operação de reabilitação urbana para o Centro Tradicional contém uma visão de desenvolvimento para esta parte do território, que se sintetiza nos seguintes eixos estratégicos:

– Reforçar o uso habitacional, assegurando a sua integração funcional na diversidade económica, social e cultural no tecido urbano existente;

– Valorizar o património cultural, afirmando os valores patrimoniais, materiais e simbólicos como fatores de identidade, diferenciação e competitividade urbana;

– Requalificar a paisagem urbana, como forma de desenvolver o turismo cultural e patrimonial.

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