Seia, Turismo

Feira do Queijo de Seia

DSC_0310Teve lugar este fim de semana, dias 1 e 2 de março, a Feira do Queijo de Seia, um certame dedicado à ampla promoção do Queijo Serra da Estrela e dos produtos regionais de reconhecido valor, como o pão, o vinho do Dão, os enchidos e o mel, bem como o artesanato, produtos da terra, lã Serra da Estrela, ovinos e o cão Serra da Estrela.

Num ambiente de festa, centenas de pessoas apreciaram os saberes e sabores dos produtos regionais. A feira decorreu no mercado municipal de Seia e espaço envolvente, locais onde foi possível provar e adquirir Queijo Serra da Estrela e diversos produtos locais.

Marcaram presença na Feira 25 produtores de Queijo, de entre aproximadamente 150 expositores presentes na mostra de artesanato, diversas áreas comerciais de produtos locais, mostra de ovinos e de cão Serra da Estrela.

A constante animação de rua, levada a cabo por 16 associações, coletividades e escolas do concelho de Seia, o desfile de Motards e de minis, três sessões de cozinha ao vivo, promovidas pela Escola Superior de Turismo e Hotelaria, onde o Queijo Serra da Estrela foi o ingrediente principal, e os workshops de queijo e ordenha da ovelha completaram o evento.

“Promover ganhos de escala económica significativos ao produto mais representativo desta região, continuando a dignificar e reconhecer todos os que trabalham neste sector”, é um dos grandes objetivos da Feira do Queijo, conforme referiu o Presidente da Câmara Municipal de Seia, Carlos Filipe Camelo, durante a sessão de abertura, que decorreu no dia 1 de março, contando com a presença do Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito.

Para o autarca senense, este é um setor com inúmeras potencialidades, “um setor de futuro, no qual os nossos jovens deverão continuar a apostar”, “porque é um produto que tem mercado, que tem uma marca, que tem um nome forte, que gera valor acrescentado”, um sector capaz de gerar emprego. A este respeito, Filipe Camelo, congratulou-se com o incremento “de pequenas unidades de produção de pão, queijo, enchidos, mel e vinho, algumas das quais se transformaram, na última década, de pequenas empresas familiares em unidades industriais com dezenas e centenas de trabalhadores, mostrando inovação e diferenciação nos produtos que geram e/ou nos serviços que prestam.” No entanto, conforme referiu, a região continua “confrontada com um problema sério ao nível das acessibilidades, que é obstáculo ao crescimento e desenvolvimento da região/país”, “que nos desqualifica e nos impede de ser mais atrativos e mais competitivos”, deixando o repto a Nuno Vieira e Brito para que “se conclua, numa primeira fase, o IC6 (até ao nó de Folhadosa) e de todo o IC7, e, posteriormente, os demais, de forma gradual e faseada.”

No uso da palavra, o Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, referiu-se ao queijo Serra da Estrela, enquanto “produto diferenciador em todo o mundo”, conseguido através do conhecimento e das tradições dos produtores e da raça bordaleira da serra da Estrela, sublinhando a este respeito a necessidade de “retomarmos local e regionalmente, com o apoio das Câmaras, das instituições de ensino local e empresas, formas de melhoramento das nossas raças autóctones para que os problemas que surgem de interpretação da lei de outros países sejam resolvidos.”

Focou, igualmente, a questão da internacionalização do queijo da serra da Estrela, tendo anunciado, neste sentido, a recente assinatura de uma portaria que irá permitir “reduzir um conjunto de exigências que existiam até agora, mantendo, naturalmente, a qualidade da segurança alimentar, facilitando a agricultura familiar”.

Sobre esta portaria assinada no passado dia 28, o Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Alimentar deu como exemplo a possibilidade dos pequenos produtores venderem diretamente os seus produtos à restauração, uma medida que classificou como “um forte apoio aos pequenos produtores, não só no setor da produção, como também no setor da comercialização, que trará necessariamente mais valor e mais emprego ao setor”.

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