Cultura, Póvoa de Varzim

Prosa e poesia nos primeiros lançamentos do Correntes na Póvoa de Varzim

Um livro de contos e dois de poemas inauguraram,  as sessões de lançamento de livros que vão acontecendo, no Hotel Axis Vermar, ao longo do 15º Correntes d’Escritas.

Do branco ao negro, editado pela Sextante, reúne 12 contos ilustrados por Rita Roquette de Vasconcellos. Doze autoras, que contam doze histórias, cada uma com sua cor, reflectindo a diversidade, na sua diferença e na sua complementaridade. Ana Luísa Amaral, Ana Zanatti, Clara Ferreira Alves, Eugénia de Vasconcelos, Elgga Moreira, Lídia Jorge, Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta, Raquel Freire, Rita Roquette de Vasconcellos, São José Almeida, Yvette Centeno.

Branco é a cor de Ana Luísa Amaral que partilhou com o público um pouco do seu conto, revelando que o mesmo foi escrito a partir da morte da sua cadela.

João Rodrigues, da Sextante, informou que a publicação deste livro tem um compromisso social, sendo que os direitos de autor revertem a favor da Associação Alzheimer Portugal.

É um livro que tem como mote e tema a diversidade da cor. 12 contos. Na mesma história, histórias diversas.

E de prosa escrita por mulheres passamos à apresentação de dois livros de poesia, no masculino: Livros Nómadas do Sangue, de João Rios, e Máquina-de-lavar-corações, de Renato Filipe Cardoso.

Os versos que o constituem, a obra Livros Nómadas do Sangue, são indóceis animais domésticos, subtraídos ao teatro do mundo pelo seu autor. Recolha de vozes, vitualhas de gestos desmedidos pela pulsão que sustenta os itinerários das relações de poder. Neste livro, João Rios traça um breve compêndio do nomadismo da crueldade que pelo sangue estabelece as premissas do entenebrecido festim com que os homens envergam, não raras vezes, as múltiplas e escondidas faces do beatismo das boas intenções.

“Escrevo para tornar a morte capaz de levar melhor presente”, revelou João Rios que é também autor da capa do livro, justificando “queria ser pai por inteiro”.

Segundo o editor de Máquina-de-lavar-corações, este é “um livro de histórias, às vezes cruéis, mas mágicas. Faz-nos acreditar na poesia”.

Rui Spranger, Ana Afonso e Renato Filipe Cardoso leram algumas das histórias que compõem este livro.

Veja a fotogaleria desta sessão que preparamos para si e acompanhe a par e passo o 15º Correntes d’Escritas, no portal municipal.

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