Estremoz, Sociedade

Estremoz, cidade pela vida, contra a pena de morte

A partir de quinta-feira, dia 28 de novembro, e até dia 1 de dezembro, Estremoz iluminar-se-á em favor da vida e contra a pena de morte, tal como acontecerá em mais de mil cidades espalhadas pelo mundo.

Uma faixa no edifício da Câmara Municipal, iluminação do pelourinho e uma sessão de sensibilização sobre a Pena de Morte no dia 28, na Casa de Estremoz, serão algumas das iniciativas através das quais o Município de Estremoz e o Núcleo Local da Amnistia Internacional pretendem integrar-se no movimento mundial, “ Cidade pela Vida – Cidades contra a Pena de Morte.

Esta celebração decorre todos os anos nesta data, desde 2002, ano em que 80 cidades comemoraram a primeira abolição da pena de morte num Estado europeu – Grão-Ducado da Toscânia, em 1786. Portugal aboliu a pena capital em 1867, para crimes civis e, em 1976, para crimes militares. Até à data, a iniciativa conta com a participação de 1625 cidades de 89 países, entre os quais Portugal.

O gesto simbólico de iluminar alguns edifícios acontece como forma de defesa da dignidade da vida humana, contra uma cultura da violência de que a pena de morte é um dos sintomas. A condenação à morte não tem tido qualquer efeito dissuasor dos crimes e é irreversível, não dando hipótese de reabilitação, nem tendo em conta os erros judiciais que condenam inocentes.

Os direitos humanos são um dos pilares do nível de desenvolvimento dos países ou regiões; a capacidade de resolver os problemas de forma civilizada e pacífica – um sinal positivo de um elevado nível ético de uma população

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