Cultura, Santo Tirso

IX Simpósio Internacional de Escultura de Santo Tirso

obra de Jacques VillegléNo Parque Urbano de Rabada, em Santo Tirso, foram ontem(dia 23 de Setembro) inauguradas, ao final da manhã, as cinco esculturas resultantes do IX Simpósio Internacional de Escultura de Santo Tirso.

 

As peças escultóricas têm autoria dos seguintes escultores: Jacques Villeglé (França), Pino Castagna (Itália), Kishida Katsuji (Japão), Philipe Perrin (França) e Carlos Nogueira (Moçambique).

 

Vindos dos quatros cantos do mundo, estes escultores são intérpretes de diferentes expressões, mais ou menos urbanas, mais ou menos monumentais cujas obras vêm enriquecer o conjunto de esculturas que fazem parte do já impressionante espólio do Museu Internacional de Escultura Contemporânea (MIEC) de Santo Tirso.

 

Na cerimónia de inauguração das esculturas marcaram presença Castro Fernandes, o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Alberto Carneiro, o escultor português que é o comissário artístico nacional do simpósio e Gérard Xuriguera, o professor e crítico de arte catalão que é o comissário internacional do simpósio. Presentes estiveram também três dos Escultores/Autores das obras referentes ao IX Simpósio.

 

Perante uma plateia de gente ligada à Cultura – onde se podiam ver alguns Vereadores, vários Autarcas e muitos Munícipes – Castro Fernandes, o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, começou por agradecer a presença dos comissários e dos escultores, para depois afirmar que “não se pode atualmente falar de escultura contemporânea, em Portugal, na Europa e no Mundo, sem referir esta iniciativa e sem visitar «in loco» todas as obras que fazem parte do Museu Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso”. Importa referir que ao todo, são agora 48, as peças escultóricas que integram o espólio do MIEC de Santo Tirso. Sobre este assunto, Castro Fernandes aproveitou para relembrar que “já foi apresentado o projeto que dará origem ao espaço de acolhimento de todo o espólio relacionado com o MIEC e que permitirá o enquadramento e o relacionamento deste conjunto de obras e autores com os seus trajetos no mundo artístico e com a história da arte contemporânea”.

 

Como é do conhecimento público, este será um espaço a construir junto do Mosteiro de Santo Tirso, interligando-se com o Museu Municipal Abade Pedrosa, cujo projeto, da autoria do arquiteto Siza Vieira, será ele também mais uma página na história da arte contemporânea.

 

Relembramos ainda que este (2013) é o penúltimo Simpósio (aquando do nascimento deste evento bienal ficou definido que seriam dez os simpósios a realizar), sendo que o último já se encontra projetado e configurado.

Chegará assim ao fim uma experiência de “arrecadação” e junção e iniciar-se-á uma era de estudo, valorização e divulgação de todas as esculturas do MIEC de Santo Tirso. E é assim que a Câmara Municipal de Santo Tirso faz destas peças também a história e identidade tirsenses, dando mais um contributo para a história da arte contemporânea em Portugal e no Mundo.

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