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Comissário Europeu da Energia visitou Windfloat, na Póvoa de Varzim

image002Por se tratar de um projeto inovador a nível mundial, o Windfloat, na Póvoa de Varzim, mereceu, ontem à tarde, a visita Günther Oettinger, Comissário Europeu da Energia, Artur Trindade, Secretário de Estado da Energia, e António Mexia, Presidente da EDP.

José Macedo Vieira e Aires Pereira, Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim acompanharam esta visita.

O responsável pela autarquia poveira transmitiu que “estamos num município sustentável e ambientalmente saudável”, acrescentando que temos uma costa com nove zonas balneares concessionadas com bandeira azul.

Macedo Vieira referiu-se ainda à saúde financeira do município sendo que a curto prazo a dívida é zero e a médio/ longo prazo é de 20 milhões de euros, não passando dos 55% do PIB, “coisa rara em Portugal”.

Quanto ao Windfloat, o autarca reconheceu o contributo do projeto, “no qual depositamos grandes esperanças, não só localmente para o município mas para o país, tratando-se de um bom investimento para todos nós”.

Aires Pereira reiterou a importância do Windfloat, “um projeto inovador a nível mundial, que está a ter uma observação por todas as pessoas ligadas ao desenvolvimento das energias renováveis. É sem sombra de dúvida uma experiência única ao nível dos oceanos em águas profundas e, por isso, tem chamado a atenção para o nosso país e, em particular, para a Póvoa de Varzim, como hoje se comprovou com a visita da mais alta entidade económica europeia no que diz respeito a energias renováveis para cumprir em 2020 o objetivo de 20% de fornecimento de energias renováveis”.

O Vice-Presidente afirmou que, estando ligada à rede pública a produção que aqui se obtém, a população poveira já usufruiu desta infraestrutura que, após ter resistido ao inverno rigoroso que se fez sentir ficou testada, ao limite, permitindo concluir que o local foi bem escolhido no que se refere às características da costa portuguesa.

A EDP pode vir a exportar a tecnologia e o conceito do projeto Windfloat – instalado no mar, a seis quilómetros de Aguçadoura, na Póvoa de Varzim – para a Ásia, nomeadamente o Japão. “Temos mercados que têm mostrado interesse, nomeadamente a Ásia”, disse o presidente executivo da EDP, António Mexia. Contudo, “ainda é cedo para falar nisso”.

De acordo com o CEO da EDP, para já, a estratégia da empresa no que respeita às eólicas offshore, ou seja, no mar, passa por Inglaterra e França. “São a nossa prioridade”, disse na mesma ocasião. No entanto, esclarece Mexia, nestes dois mercados terão de ser usadas eólicas diferentes da Windfloat, porque “são áreas de águas menos profundas e a Windfloat é para águas mais profundas”.

A EDP vai, assim, de encontro às aspirações do Comissário Europeu de Energia que visitou Portugal e reconheceu que “estamos a desenvolver um projeto pioneiro em investigação e desenvolvimento, em construção e em tecnologia”.

Para Günther Oettinger, o Windfloat pode ser direcionado em vários sentidos: primeiro para o nosso país, como fonte energética e fabrico das torres e respetiva tecnologia, depois, exportação de energia, torres e respetiva tecnologia.

“A tecnologia flutuante é chave para o futuro. Olhemos para o Japão que tem uma faixa estreita de terra rodeada de mar, tal como vocês têm uma faixa estreita de terra junto à fronteira e com o Atlântico do outro lado. O potencial deste projeto é enorme e devem continuar a investir nele para crescer o peso na energia europeia e nas vossas exportações”, transmitiu o Comissário Europeu.

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