Mangualde, Sociedade

Centro de Informação Autárquico ao Consumidor de Mangualde alerta: “Brincar e nadar em segurança”

De forma a alertar os pais e educadores para a adoção de procedimentos e de comportamentos que ajudem a diminuir os riscos de acidentes nas piscinas e a divulgar a norma portuguesa sobre requisitos de segurança de vedações e acessos, o Centro de Informação Autárquico ao Consumidor (CIAC) de Mangualde associa-se à campanha “Brincar e nadar em segurança” da Direção-Geral do Consumidor.

Para uma segurança eficaz, as piscinas devem ter uma barreira física de acordo com as normas em vigor, que separe a piscina da casa e/ou do jardim, como por exemplo uma vedação. A vedação deve ser robusta e estável e não possuir elementos que permitam o apoio de pés ou de mãos de forma a impedir a passagem de crianças por baixo, por cima ou através dela, possuir cancela com abertura para o exterior e fecho que tranque automaticamente sempre que alguém a utilize (o fecho deve estar colocado fora do alcance das crianças) e permitir que se veja a piscina do exterior. No espaço das piscinas deve existir equipamento de salvamento (boia ou vara) e um telefone acessível. Os produtos de tratamento da água devem estar armazenados em local próprio para o efeito, fechado e fora do alcance das crianças.

Quer sejam grandes ou pequenas as piscinas constituem sempre um perigo. Assim, mesmo no caso das piscinas insufláveis devem ser tomadas precauções: depois de cada utilização devem ser esvaziadas e guardadas viradas para baixo e em locais onde não possam acumular água (piscinas de pequena dimensão) e se não tiverem vedação a toda a volta, devem ser tapadas com cobertura rígida e os acessos – como escadas ou rampas – devem estar protegidas com uma vedação ou cancela ou serem recolhidos (piscinas grandes).

Os auxiliares de flutuação, como por exemplo, braçadeiras e coletes salva-vidas não substituem a vigilância permanente mas podem, se adequados e bem colocados, salvar vidas. Existindo no mercado uma grande variedade de auxiliares é essencial conhecer as suas caraterísticas para uma boa escolha e utilização correta. Prefira braçadeiras que sejam adequadas ao peso da criança e cumpram as exigências de segurança (homologadas de acordo com as normas europeias), tenham pipos com saída de ar controlada e tenham duas câmaras-de-ar independentes. Para a sua correta aplicação, não se esqueça de ajustar bem as braçadeiras de modo a impedir que se soltem e certifique-se de que as crianças mantêm sempre as braçadeiras devidamente colocadas quando estejam perto ou dentro de água. Os coletes salva-vidas são auxiliares de flutuação que devem ser utilizados em especial em águas profundas, agitadas ou turvas, não podem ser insufláveis e devem ser adequados ao tamanho e peso da criança, cumprir os requisitos de segurança e serem colocados e retirados apenas em terra.

Sempre que frequentar uma piscina pública verifique se dispõe de nadador salvador, se existem equipamentos de salvamento, se consegue ver bem as crianças quando se encontram dentro ou perto de água, se existe informação devidamente afixada e visível sobre as regras de segurança e utilização da piscina.

Para que uma piscina funcione em segurança é importante começar por considerar, desde logo, os aspetos relacionados com a sua conceção. Nesse sentido, todas as pessoas e entidades envolvidas na conceção de novos equipamentos ou na renovação e melhoramento de piscinas existentes, devem considerar como principal prioridade, o fornecimento de instalações seguras aos respetivos utilizadores e funcionários. Por outro lado, os operadores de piscinas deverão identificar as precauções necessárias à criação de ambientes seguros, nestes espaços de diversão. A norma NP EN 152881:2008+A1 define os requisitos de segurança para a conceção e construção de piscinas.

A Direção-Geral do Consumidor deixa ainda um apelo “Nenhum equipamento de segurança substitui a vigilância”: mantenha sempre as crianças sob a vigilância permanente e efetiva de um adulto, ensine as crianças a nadar o mais cedo possível, coloque sempre o auxiliar de flutuação nas crianças e certifique-se de que estas o mantêm devidamente colocado sempre que estejam perto ou dentro de água, evite que as crianças corram à beira da piscina e aprenda as manobras básicas de primeiros socorros, sobretudo as específicas para crianças.

Saiba mais em: www.consumidor.pt

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