Economia, Santa Maria da Feira

O Gigante do Calçado Ecco volta a apostar em Santa Maria da Feira

Reunião_Ecco_Santa Maria da FeiraA fábrica de calçado Ecco de Santa Maria da Feira vai ser alvo de um projeto de renovação das atuais instalações e de um plano intensivo de formação dirigido a cerca de duas centenas de novos trabalhadores. Um sinal positivo da casa-mãe, sediada na Dinamarca, que volta a olhar para Portugal como um país atrativo para a produção de calçado de gama alta.

 

O projeto de renovação foi apresentado à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, no decurso de uma reunião, realizada no final de março, na unidade de S. João de Ver, que sentou à mesma mesa o novo diretor-geral da empresa, Gustavo Frederico Kremer, a diretora administrativa e financeira, Graça Azeredo Tinoco, o vice-presidente da autarquia feirense, Emídio Sousa, e o vereador que tutela a pasta do Planeamento e Urbanismo, José Manuel Oliveira. Da parte da Câmara Municipal ficou a garantia de “apoio incondicional”, quer na aprovação do projeto, quer no estabelecimento de contactos institucionais que facilitem o plano de formação que a empresa pretende implementar a curto prazo.

 

“Esta é uma excelente notícia para o concelho de Santa Maria da Feira e um sinal muito positivo para o País”, referiu o vice-presidente da autarquia, Emídio Sousa, que espera que o regresso da multinacional Ecco à produção em Santa Maria da Feira seja um fator de incentivo e de motivação para que outros investidores apostem na produção nacional e um sinal de que o Concelho pode ser cada vez mais atrativo ao investimento, quer pela sua localização estratégica, quer pela qualificação dos seus recursos humanos.

 

Visivelmente motivado com o apoio que a casa-mãe está a dar a este projeto, o novo diretor-geral, que assumiu funções há poucas semanas, considera que “esta é uma nova fase da Ecco em Portugal”, mas mostra-se cauteloso em relação ao futuro. “Vamos ter de trabalhar muito em equipa para provarmos que vale a pena este investimento”, sublinha o brasileiro Gustavo Kremer, que esteve à frente a unidade da Ecco na China durante nove anos. “Temos de ser capazes de rentabilizar ao máximo os nossos equipamentos e demonstrar que a mão-de obra portuguesa é altamente qualificada”, acrescentou. O novo responsável sublinhou ainda que a elevada qualificação dos trabalhadores portugueses permite que Portugal seja competitivo, apesar da mão de obra ser mais barata noutros países, em particular nos asiáticos.

 

Refira-se que, em 2009, após a deslocalização da produção, a Ecco tinha apenas 120 trabalhadores, essencialmente na área de investigação e desenvolvimento. Desde o final do ano passado, a empresa admitiu cerca de 420 novos trabalhadores, prevendo contratar mais duas centenas.

 

Sobre a ECCO

Marca líder mundial no seu setor, o calçado ECCO possui uma excelente combinação entre design e conforto. O seu sucesso está fortemente alicerçado sobre os seus elevados padrões de qualidade assim como numa contínua inovação tecnológica. A filosofia inerente ao design dos produtos ECCO reflete a crença do seu fundador – o sapato deve ajustar-se ao pé, e não o contrário. O calçado ECCO é essencialmente caracterizado pela sua funcionalidade, qualidade, e um design com tendências Escandinavas. Fundado em 1963, o Grupo ECCO é o único grande produtor de calçado do mundo que detém toda a cadeia do processo produtivo. Hoje, os seus produtos estão presentes em 91 países e são vendidos em 1.100 lojas próprias e em 14.000 pontos de vendas. É uma empresa familiar que emprega cerca de 19.500 pessoas em mais de 50 países. Em 2012, o seu volume de negócios aumentou 14%, atingindo os 8 biliões DKK (1.07 biliões de euros), sendo o lucro antes de impostos de 1.1 biliões DKK (147 milhões de euros). Para mais informações, consultar o site www.ecco.com.

 

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