Santo Tirso, Sociedade

«Mostra da Agrícola» em Santo Tirso

De 8 a 13 de abril, a Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento, em Santo Tirso, promove a «Mostra da Agrícola». A iniciativa, que decorre no âmbito das comemorações do centenário da instituição, inclui a realização de um debate dinamizado por Júlio Magalhães, do Porto Canal. Assim, no dia 8, pelas 14h30, no Salão Nobre da Escola, vai decorrer o debate «Qual a resposta do ensino agrícola aos desafios da agricultura portuguesa no século XXI?». O debate contará ainda com a participação de Isabel Cruz (Subdiretora da DGEstE) (a confirmar), Gonçalo Xufre (Presidente do Conselho Diretivo da ANQEP), Albino Bento (Presidente do Conselho Diretivo da ESA de Bragança), Luísa Orvalho (Universidade Católica do Porto), Mário Araújo e Silva (Diretor Regional Adjunto da DRAPNorte), Arlindo Cunha (Membro do Conselho Geral da Câmara de Agricultura do Norte) e Dina Fernandes (Espaço Visual). A entrada é livre.

 

No dia 9, vai assinalar-se o “Dia da mecanização agrícola”, com uma exposição e demostração de máquinas e alfaias agrícolas, com a participação de várias empresas do setor. Campos e Dias, Reptractor, Herculano, 16Irmãos Syngenta são algumas das empresas que vão marcar presença. A mostra vai decorrer entre as 9h30 e as 12h30 e as 14h30 e as 17h30, nas instalações da escola. No dia seguinte, dia 10, pelas 14h30, será possível assistir ao cortejo etnográfico “O retrato da agricultura ao longo dos tempos”. O cortejo que vai percorrer as ruas de Santo Tirso, conta com a participação especial do Grupo da Associação dos Amigos do Sanguinhedo – Santo Tirso.

 

O seminário técnico “Nichos de mercado em fruticultura” terá lugar no dia 11, das 9h00 às 17h00. Da parte da manhã será abordada a temática dos “Pequenos frutos”, por Bernardo Madeira, Diretor da Revista Agrotec, Sofia Arede, Quinta da Boucinha, e Daniel Gonçalves, Produtor. Da parte da tarde caberá a José Laranjo, Professor da UTAD e Luís Lacerda, produtor de nozes, falar sobre a “Produção e Comercialização de frutos secos”.

 

No âmbito da mostra irá ainda realizar-se um conjunto de oficinas denominadas “Desafios Agrícolas”: Oficina de Cosmética natural (Curso de Especialização Tecnológica – Plantas Aromáticas e Medicinais), Oficina de flores comestíveis (por Cristina Ferreira), Oficina de Arte floral – “Do velho se faz novo” (por Beatriz Costa) e Oficina de cogumelos (com Pedro Pires), que terão lugar no dia 12, entre as 9h30 e as 12h30 e as 14h30 e as 17h30. As oficinas, de inscrição gratuita mas obrigatória, funcionam em simultâneo por ordem de inscrição dos participantes e até ao máximo de 15 pessoas.

 

No sábado, a escola vai acolher o Mercado na Agrícola, com venda de produtos da escola: frescos, transformados, presença de empresas convidadas e Feira de Trocas (sem euros). O mercado será animado pelos alunos da escola e pelo grupo da Milícia Medieval de Santa Maria da Feira que dinamizarão jogos medievais. A mostra termina no sábado à noite, com um concerto, na Fábrica de Santo Thyrso. A partir das 23h00 sobem ao palco os grupos Dealema e Hot Pink Abuse.

 

Todos os interessados em participar nas atividade da «Mostra da Agrícola» deverão efetuar a sua inscrição através do email: geral@epacsb.pt  ou do telefone: 252808690.

 

 

PROGRAMA COMEMORATIVO

De 14 de março a 21 de junho

No dia 15 de março foi celebrada uma missa solene seguida de uma performance na eira da quinta de fora, que passou por acender velas em memória de todos os que ao longo destes 100 anos passaram pela escola.

A 3 de maio realizar-se-á a apresentação do vinho da escola – colheita 100 anos. A 31 do mesmo mês terá lugar a apresentação do livro «Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento Centenário (1913 – 2013)» da autoria do Eng.º Urbano Moreira.

A 21 de junho realizar-se-á a Cerimónia Solene dos 100 anos com um Jantar de Gala.

 

ESCOLA PROFISSIONAL AGRÍCOLA CONDE S. BENTO

“As escolas são todas iguais, mas também todas diferentes. Umas mais do que outras. A nossa é diferente porque é AGRÍCOLA e ser agrícola comporta um determinado número de especificidades e uma mística que só quem teve o privilégio de por aqui ter passado pode compreender. O mosteiro do séc. XVII, os espaços verdes, a área agrícola, o internato e fundamentalmente o carácter humano que existe em cada um de nós, dá origem a uma comunidade onde dá gosto viver e aprender”. É assim que Carlos Frutuosa descreve e apresenta a escola que dirige.

 

HISTÓRIA DA ESCOLA

A Escola Profissional Agrícola Conde de S. Bento tem as suas instalações integradas no antigo

Mosteiro de S. Bento construído no século X, mas o que se vê hoje é o resultado de reconstruções dos séculos XVII e XVIII. Em 1834 são extintas as ordens religiosas e o mosteiro, assim como as suas terras, passaram então para o Estado que as vendeu a José Pinto Soares. Este conjunto foi, em 1882, adquirido por Manuel José Ribeiro, Visconde de S. Bento, elevado a Conde em 1886. Em 1894, José Luís de Andrade, sobrinho do Conde de S. Bento e usufrutuário dos seus bens, cede à Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso o usufruto da quinta de Dentro e de Fora e da Coutada de Burgães, para aí se criar a Escola Asilo Agrícola do Conde de S. Bento que visava receber órfãos e abandonados do concelho, aos quais seria ministrado o ensino primário agrícola. Em 1911, a Misericórdia cede o usufruto ao Estado.

Em Junho de 1913, por decreto assinado por Manuel de Arriaga, é criada a Escola Profissional de Agricultura Conde de S. Bento, Diário do Governo Nº 146/1913, de 25 de junho, mantendo desde então a tradição do Ensino Agrícola.

Em Outubro de 1915, o estabelecimento passou a chamar-se Escola Prática de Agricultura Conde S. Bento (decreto-lei nº 2016, de 9 de outubro). O ensino ministrado sofre uma remodelação. Os cursos passam a ter uma componente de formação geral e outra de prática agrícola o que confere o diploma de “capataz agrícola”. Simultaneamente funcionava uma Escola Prática Rural que ministrava o ensino primário que servia de iniciação à profissão agrícola.

Nova reestruturação ocorre em 1934 no ensino agrícola. Em resultado a Escola passa a formar “feitores agrícolas”, formação que tem a duração de quatro anos, em que o último é um tirocínio feito na própria Escola.

O ensino agrícola sofre novas mudanças entre 1957 e 1992, destacando-se a lecionação de cursos gerais e complementares (1973), do curso profissionalizante de Técnico Agrícola nos ramos agropecuária e indústria alimentar com a duração de 3 anos (10º, 11º e 12º – 1980), e de cursos Técnico-Profissionais (1983), permitindo o acesso ao Ensino Superior.

 

 

Mais informações

http://www.epacsb.pt

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