Montijo, Sociedade

Visita do executivo municipal do Montijo ao Afonsoeiro

visita afonsoeiroNo âmbito das visitas do executivo municipal às freguesias do concelho, a presidente da Câmara Municipal do Montijo, Maria Amélia Antunes, e os vereadores Nuno Canta, Maria Clara Silva e Renato Gonçalves deslocaram-se ontem, dia 26 de março, à freguesia do Afonsoeiro.

Durante a manhã, acompanhados pelo presidente da junta, Humberto Lopes, o executivo municipal visitou alguns locais da freguesia e, numa reunião de trabalho, abordou os principais temas que preocupam os autarcas do Afonsoeiro.

Entre outras questões, o executivo da junta expressou a sua preocupação com a deterioração do pavimento da Avenida Zeca Afonso e com a manutenção dos espaços verdes da freguesia.

Relativamente a Avenida Zeca Afonso, a presidente concordou com a necessidade de uma intervenção profunda naquela via, ainda, durante este ano. Sobre os espaços verdes, esclareceu que a câmara já celebrou um contrato, com a duração de um ano, para a manutenção dos espaços verdes da freguesia.

À noite, na sala da Assembleia de Freguesia, o executivo da câmara e o presidente da junta reuniram com os munícipes da freguesia para esclarecer questões de dimensão pública ou pessoal que preocupam os cidadãos do Afonsoeiro.

Maria Amélia Antunes iniciou a reunião esclarecendo a população sobre alguns investimentos não concretizados, como as Piscinas do Afonsoeiro, o prolongamento da ciclovia e o arranjo paisagístico junto à Igreja, temas aliás que o presidente da Junta já  tinha abordado durante a manhã na reunião de trabalho com o executivo municipal.

A presidente admitiu que devido a constrangimentos financeiros “não foi possível realizar, nem vai ser num futuro próximo, as Piscinas do Afonsoeiro. Trata-se de um projeto na ordem dos 2,5 milhões de euros. A câmara tentou encontrar um parceiro para desenvolver o projeto mas ninguém se mostrou interessado”.

“O arranjo paisagístico junto à Igreja dependia de uma operação de loteamento, que não se realizou e que implicava a cedência à câmara daquela área. Por esse motivo, o terreno continua a ser propriedade privada e não podemos intervir num espaço que não é nosso. O prolongamento da ciclovia depende da autorização da REFER e, até ao momento, não foi possível chegar a um acordo sobre o desenvolvimento deste projeto”, afirmou.

Para a autarca, no atual contexto do país, “o objetivo da câmara é manter os espaços verdes, as ruas tratadas, o lixo recolhido, o essencial para a nossa qualidade de vida. Não vão ser possíveis novas obras nos próximos anos”.

Um dos problemas levantados pelos munícipes foi a arborização existente nas ruas Álvares Cabral e D. João de Castro. Este é um problema antigo, que tem originado danos nas infraestruturas das habitações. Maria Amélia Antunes garantiu que as árvores vão ser cortadas e substituídas por outras de menor dimensão.

Os resíduos sólidos, nomeadamente a carência de contentores seletivos (Ecopontos) no Bairro do Charqueirão e o depósito de lixo grosso em locais indevidos como a Estrada Velha da Lançada, é outra das preocupações dos munícipes do Afonsoeiro.

Sobre o depósito de lixo grosso na Estrada Velha da Lançada, o vereador Nuno Canta, responsável pela área do ambiente e da higiene urbana, afirmou que “a câmara dispõe de um Ecocentro onde gratuitamente este tipo de lixo pode ser depositado. Não há necessidade de despejar entulho nessa ou noutras estradas, até porque depois suportamos todos os custos da recolha e transporte desse lixo para o sítio adequado”.

Relativamente aos resíduos sólidos, a presidente esclareceu que “de acordo com o estudo económico e financeiro que a câmara dispõe, o custo da recolha dos resíduos sólidos seria de 8€ e nós só estamos a cobrar uma tarifa de 3,60€. Temos de arranjar novos processos que não originem tantos custos e os cidadãos têm de fazer a sua parte, por exemplo, fazendo reciclagem e depositando o lixo devidamente acondicionado”.

O vereador Nuno Canta acrescentou que “Montijo e Almada são os únicos municípios com os pagamentos em ordem à  Amarsul, empresa pública responsável pela recolha seletiva e tratamento dos resíduos sólidos urbanos dos nove municípios da península de Setúbal. Devido a isto, a empresa enfrenta dificuldades financeiras que têm causado constrangimentos na colocação de novos contentores seletivos e na periodicidade de recolha dos resíduos”.

A este propósito, a presidente deixou uma nota final para alertar os munícipes presentes para a “necessidade de defender o património que é público da Amarsul. Na Assembleia da República estão a discutir a Lei da Delimitação dos Sectores, que levará à privatização da Amarsul e outras empresas semelhantes e isto vai significar que todos vamos pagar mais pela recolha e tratamento dos nossos resíduos”.

 

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