Mangualde, Turismo

«Mangualde, o nosso património!» – Pelourinho de Chãs de Tavares

Mangualde continua a promover a campanha «Mangualde, o nosso património!». O bem patrimonial a apresentar desta vez é o Pelourinho de Chãs de Tavares de Mangualde. Com o objetivo de aproximar a população ao património de Mangualde, a Câmara Municipal continua a dar a conhecer à população, quinzenalmente, um dos seus bens materiais ou imateriais.

 

Pelourinho de Chãs de Tavares

Abundantes pelo país, a história do direito português informa que nos primeiros tempos da monarquia era nos pelourinhos, ou picotas – nome que lhe é dado até ao séc. XVI -, que se executavam as penas, impostas pelos almotacés, resultantes de delitos da atividade comercial e industrial, expondo os infratores à vergonha e até à aplicação de castigos corporais. Tinham, também, a função de prisão na gaiola. Esta era construída em madeira, que encimava a coluna, onde o delinquente cumpria a pena da sentença. Em meados do séc. XVI, a gaiola é substituída pelas cadeias construídas junto aos tribunais. Surgem, então, as gaiolas em pedra a rematar simbólica e decorativamente os pelourinhos. Constituem-se como padrões dos concelhos e símbolos da justiça, da liberdade e da autoridade municipal. Em Chãs de Tavares, concelho existente pelo menos desde 1102 e a integrar o atual concelho de Mangualde a partir de 1852, perdura o pelourinho que apresentamos:

Pelourinho de gaiola. Coluna de 6 metros e de 8 faces uniformes que emerge, atravessando-os, de 3 degraus oitavados com bordo saliente. Sobre a coluna, rematada por cordão duplo, assenta a gaiola octogonal, elevada em forma de taça com dois filetes sobrepostos. Nos seus ângulos assentam os colunetos cilíndricos que suportam a cúpula da gaiola, rematada por pináculo de 2 esferas. É Monumento de Interesse Público, pelo Decreto nº 23122 de 11/10/1933.

Cf. Sousa, Júlio Rocha e (1998), Pelourinhos do Distrito de Viseu, Viseu, ed. de autor.

Cf. Tavares, António (2012), Património Cultural: gestão e programação à escala Municipal (…), Coimbra, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra [Tese de Mestrado].

 

O primeiro monumento a ser apresentado foi a Capela da Nª Sr.ª do Desterro ou Capela do Rebelo, seguindo-se o Dólmen da Cunha Baixa, o Reservatório de água de Espinho, o fabrico artesanal do queijo, a Igreja de Nossa Senhora do Castelo, o Abrigo de Pastor, Villa Gloria, Via Romana dos Barreiros, Citânia da Raposeira – Ruínas Romanas, Adelino Amaral – Armazém de Lanifícios, Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão, Estelas Funerárias de Abrunhosa do Mato, Alminhas, testemunho de fé popular, Casa dos Albuquerques, na Cidade de Mangualde, Cineteatro, e Igreja de São Julião – Matriz de Mangualde.

 

Aos poucos, todos ficarão mais próximos de todo o esplendor patrimonial que têm ao dispor. Nesse sentido, continuam a ser colocados cartazes em vários pontos de encontro do concelho e está disponível no site e na Câmara Municipal informação sobre o monumento/património apresentado. Com a duração prevista de um ano, o património vai sendo apresentado com uma periodicidade quinzenal e consoante a categoria com a qual foi classificado: arqueologia, pelourinhos, fontes, palacetes e religiosos, bem como outros bens patrimoniais. Cada categoria será representada por uma cor que a distingue das restantes.

 

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