Cultura, Santa Maria da Feira

Fado de António Zambujo encerra Fogaceiras em Santa Maria da Feira

António Zambujo_foto de Goncalo F SantosO fadista António Zambujo é o cabeça de cartaz do programa de animação da Festa das Fogaceiras, a mais emblemática festividade do concelho de Santa Maria da Feira, celebrada a 20 de janeiro. Zambujo sobe ao palco do cineteatro António Lamoso no dia 27 de janeiro, às 21h30, para o concerto de encerramento da programação deste ano. Os bilhetes estão à venda no Posto de Turismo de Santa Maria da Feira.

 

António Zambujo cresceu a ouvir o cante alentejano. A harmonia das vozes, a cadência das frases e o tempo de cada andamento foram para sempre uma influência. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max, entre muitos outros. Estava habituado a cantar em família e entre amigos, e aos 16 anos chegou mesmo a ganhar um concurso de fado.
Com o curso de clarinete na bagagem, ruma a Lisboa, onde Mário Pacheco, intérprete e compositor de guitarra portuguesa, lhe abre a porta do conhecido Clube do Fado, no bairro de Alfama, onde passou a tocar. Pouco depois, integra o musical Amália, dirigido por Filipe La Féria. Durante os quatro anos que o espetáculo esteve em cartaz – primeiro no Teatro Politeama, depois um pouco por todo o país –, Zambujo interpreta o papel de Francisco Cruz, o primeiro marido de Amália.

 

Com cinco discos editados (“O Mesmo Fado” [2002]; “Por meu cante” [2004]; “Outro Sentido” [2007]; “Guia” [2010]; e “Quinto” [2012]), a mais recente aventura discográfica do fadista, editada em abril de 2012 sob a chancela da Universal Music Portugal, entrou diretamente para o segundo lugar do top nacional de vendas, depois de ter liderado o top iTunes.

 

Do Alentejo para o mundo, a obra de António Zambujo foi elogiada nos quatro cantos do globo, louvada, por exemplo, no Brasil (com apoiantes tão ilustres quanto Caetano Veloso ou Jô Soares) ou nos Estados Unidos (onde contou com rasgados aplausos do incontornável The New York Times).

 

A viagem de “Quinto” pelos palcos começou pouco depois da sua edição. Nem um mês após o lançamento do disco, António Zambujo já conquistava o Grande Auditório da Gulbenkian, sendo mesmo obrigado a atuar numa segunda noite, depois de ter esgotado a primeira data. Em maio e na sua terra natal, António Zambujo é agraciado com a Medalha de Honra de Beja, depois de um concerto no Pax Julia Teatro Municipal, integrado nas Festas da Cidade.

 

Depois do inesquecível e aclamado concerto no Coliseu dos Recreios, no dia 7 de dezembro de 2012, António Zambujo continua a percorrer as salas de espetáculo portuguesas, de Norte a Sul do país.

 

 

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