Cultura, Lamego

Manuel Maria Carrilho regressou a Lamego para apresentar a sua obra literária

Por duas ocasiões a vida de Manuel Maria Carrilho, antigo ministro da Cultura, cruzou-se com a cidade de Lamego: em 1966, durante uma “curta estadia” no Colégio Beneditino de Lamego teve os “primeiros contactos com a filosofia” – “foram meses que me mudaram muito” – recorda e, bastante mais tarde, enquanto governante ao impulsionar a primeira “tentativa de requalificação” do Teatro Ribeiro Conceição, um imóvel na época votado ao abandono. O destino quis que fosse nesta casa, a mais bela sala de espetáculos da região duriense, que apresentasse a sua mais recente obra literária – Pensar o Mundo -, na companhia da mulher, a apresentadora Bárbara Guimarães. “Fiquei sempre muito ligado a esta evocação. É com prazer que se revisitam estas memórias”, confessa.

Publicado pela Grácio Editor, Pensar o Mundo reúne e apresenta, em sequência cronológica, os vinte livros publicados por Carrilho no decurso das últimas três décadas (1982-2012). Uma obra marcada pela abordagem dos grandes temas e problemas da contemporaneidade, fundamental no panorama do pensamento e da cultura portuguesas. Um autor conhecido, não só pela originalidade das suas ideias filosóficas, como também pela sua ligação à política e à cultura: “A política é assumir valores e desígnios para o país, sufragados pelas pessoas”.

Após conhecer o resultado final da intervenção que a Câmara Municipal de Lamego efetuou no Teatro Ribeiro Conceição, Manuel Maria Carrilho recorda que na época em que tutelava a Cultura defendia que o Interior do país devia ser dotado de equipamentos públicos de excelência: “Fico contente por esta apresentação decorrer num espaço que tem a ver com estas ambições”. Ao seu lado, Francisco Lopes partilhou desta satisfação e deixou vários elogios ao autor: “Enquanto ministro da Cultura, deixou uma marca indelével na gestão cultural do nosso país e, por isso, devemos-lhe algo pela forma como tentou requalificar este teatro”. “Com ele, ficou a convicção que a Cultura é património de todos”, enaltece.

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