Cultura, Torres Vedras

Teatro-Cine de Torres Vedras acolhe o concerto de música clássica A Morte e a Donzela

A Temporada Darcos 012 prossegue no próximo dia 17 de novembro, com mais um concerto do grupo Ensemble Darcos, este intitulado A Morte e a Donzela, que se realizará pelas 21h30, no Teatro-Cine de Torres Vedras.

Neste concerto o referido grupo de música de câmara será constituído por Junko Naito, Paula Carneiro (violinos), Reyes Gallardo (viola) e Filipe Quaresma (violoncelo).

Recorde-se que a Temporada Darcos 012 é um conjunto de concertos que se realizam este ano (a maioria no Teatro-Cine de Torres Vedras), cuja direção artística está a cargo do maestro e compositor torriense Nuno Côrte-Real, sendo os mesmos constituídos maioritariamente por música de câmara interpretada pelo grupo Ensemble Darcos, e alguns comentados por proeminentes figuras do panorama musical português.

 

A propósito deste concerto Nuno Côrte-Real refere que “Franz Schubert, compositor vienense contemporâneo de Beethoven, foi um dos mais fulgurantes génios da história da música ocidental. Tal como Mozart alguns anos antes, também Schubert produz uma obra extensa, povoada de canções, música de câmara, dramas líricos e música sinfónica, cuja morte, tragicamente fora de tempo, veio interromper: morreu, vítima de sífilis, aos trinta e um anos de idade. O quarteto de cordas que o Ensemble Darcos interpretará neste concerto, A Morte e Donzela, é um dos mais famosos do compositor e da música clássica em geral. O seu nome provém do título de uma canção composta por Schubert, retirado de um curto poema de Mathias Claudius. O tema coral desta canção, na tonalidade de ré menor, serve como base para o segundo andamento do quarteto, andante con moto, uma série de variações realizadas principalmente pelo violino; carregado de um sentimento intenso e de uma gravidade fora do comum, este andamento oferece a todo o quarteto uma dimensão extraordinária e transforma-o numa das mais importantes obras jamais escritas. Ainda se poderá escutar neste concerto o quarteto de cordas de Nuno Côrte-Real, Im Memoriam Philippe Hirshhorn, escrito à memoria de um dos mais célebres e lendários violinistas da segunda metade do séc. XX, e um pequeno trio de Bocherini, obra jovial, elegante e muito bem disposta!”.

 

O programa do concerto é o seguinte:

 

L. Bocherini (1743-1805)
Trio de cordas op. 38, nº 2, em sol maior

– Andantino

– Tempo di minuetto

 

 

N. Côrte-Real (1971-)

Monumentum – Im Memoriam Philippe Hirshhorn, op. 37

para quarteto de cordas
 

-pausa-
 

F. Schubert (1797-1828)

Quarteto de cordas nº 14, em ré menor, D. 810, “A Morte e a Donzela”

          1. Allegro
            II. Andante con moto
            III. Scherzo: Allegro molto
            IV. Presto

 

 

 

O preço do bilhete para se assistir ao concerto A Morte e a Donzela é de €5.

 

 

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